Especiarias
Caros leitores, não fazer confusão ok! especiarias é uma coisa, ervas aromáticas é outra e condimentos é outra!!!. Devo dizer-vos que este texto é só virado para as especiarias e não para as ervas aromaticas e condimentos, no entanto , publicarei dentro de alguns dias um texto especifico para cada definição, agora vamos ao que interessa. Há milhões de anos que se cultivam
plantas, não só na busca de remédios naturais, mas também por incluir nas
dietas suplementares nutritivas provenientes de plantas silvestres.
A colheita indiscriminada de plantas
silvestres tem os seus perigos, muitos autores alertam e recordam que a
“experiência mostra quantos erros fatais foram cometidos por aqueles que
tomaram uma planta por outra, cujos terríveis efeitos foram muitas vezes a
morte súbita e a causa de acidentes mortais...”.
A melhor maneira de evitar “acidentes
mortais” é cultivar as plantas para as saladas no jardim, onde a sua
identificação é conhecida.
As “ervas”, cobiçadas pelo Homem desde
os primórdios da civilização são responsáveis por trazer o sabor, o aroma e a
possibilidade de conservação de alguns alimentos. É impossível imaginar uma
cozinha, por mais pequena que seja, sem algumas ervas ou raízes in natura ou
desidratadas.
Elas fazem parte daquele tempero
especial do qual cozinheiros de todos os padrões se orgulham. Alguns alimentos
têm o seu gosto e aroma directamente associados a uma “erva”, como no caso da
cozinha italiana, a pizza que sem orégão ou manjericão perde a personalidade. É
também difícil imaginar pratos de origem árabe sem hortelã. Com essas
especiarias à mão, adicionadas à criatividade de alguns chefes, nascem
maravilhas de gastronomia nas cozinhas do mundo ocidental e oriental.
As especiarias na sua maioria são originárias
da Ásia e dos trópicos, as especiarias são partes secas de plantas aromáticas
dos mais variados segmentos (folhas, botões floridos, vagens, grãos, casca,
raízes, etc.). Elas são utilizadas sozinhas ou agrupadas, para favorecer certas
particularidades das carnes, perfumar certos alimentos, dar seu colorido,
introduzir um sabor picante a certos pratos, equilibrar o doce/salgado de
outros, enfim, fazer alguma coisa de especial, como o nome sugere! Como se
encontram concentradas, por terem sido desidratadas, têm seu sabor/perfume
muito acentuado, devendo, portanto, o seu uso deve ser feito com bastante
cuidado.
As mais usadas são: açafrão, alcaravia,
anis estrelado, baunilha, canela, cardamomo, coentro, cominho, cravo-da-índia, curcuma,
endro, erva-doce, gengibre, gergelim, macis, mostarda, noz-moscada, paprica,
papoula, pimenta cayena, pimenta vermelha, pimenta-do-reino, pimenta moída,
zimbro, curry, garma masala, quatro espécies.
Devo salientar que, as especiarias
chegaram à Europa e ao Norte da África através de navios fenícios, gregos,
cartagineses e romanos. Originárias do Oriente, a pimenta, a canela, a
noz-moscada ou o cravinho conquistaram os hábitos alimentares dos europeus,
pelo menos dos mais abastados. Durante a Idade Média, sobretudo a partir dos séculos
XII e XIII, Venezianos e Genoveses garantiram o abastecimento da Europa,
negociando com os comerciantes muçulmanos que obtinham as especiarias através das
Rotas do Levante, por meio das suas feitorias do Mar Negro e da Ásia Menor.
A partir do século XV, são os
portugueses, que, através da Rota do Cabo, se apoderam do oneroso comércio de
especiarias. As especiarias eram usadas não só como condimentos, mas também na
conservação dos alimentos e no fabrico de mezinhas, donde o seu extraordinário
valor.
Muitas guerras se fizeram pela
apropriação de recursos alimentares que, de uma forma geral, são escassos e que
determinam o poder para quem domina a gestão desses recursos.
A busca das especiarias foi um dos factores
que contribuiu para a queda do Império Romano, pois quando a Europa,
especialmente através de Portugal, parte para os descobrimentos marítimos, tem
como objectivo o controle da rota das especiarias.
Noutros documentos históricos, há quem diga que a maior da parte das especiarias vinham do oriente. A 1ª a ser conhecida foi a pimenta da índia sendo durante séculos a mais rara e cara.
Os
romanos apreciavam muito gengibre, influência que se manteve até ao século
XVIII.
As
comidas bem temperadas não são necessariamente as que fazem arder a
Língua.
As especiarias são uma complexa variedade de produtos aromáticos que fazem
realçar aspectos desconhecidos dos ingredientes – e, apenas algumas, como o Piripíri,
as pimentas e o gengibre, picam na língua.
Uma
especiaria parcimoniosamente adicionada a um prato suave pode torná-lo extremamente
agradável. Também pode ser um tempero miraculoso no último momento para muitas
coisas, tanto salgados como doces; por exemplo, noz-moscada ralada sobre os
legumes, pudins de leite e pratos de queijo, ou sementes de alcravia
adicionadas a batatas-doces e abóbora.
O
cardamomo é maravilhoso, não só com carne, criação e peixe - uma vagem ou duas
esmagadas transformam uma caldeirada -, mas também para adicionar um perfume
mágico aos pudins de leite e aos gelados.
Nos
pratos salgados de todos os tipos, a mistura de cardamomo com alho e gengibre
fresco é uma das combinações mais apetitosas que existem. A canela é outra
especiaria que faz realçar tanto os pratos salgados como os doces; é
especialmente boa no frango, utilizando-se paus inteiros para dar gosto a um
estufado. A tosta de canela – pão frito em manteiga e barrado com canela em pó
- é irresistível.
Tal
como é melhor utilizar ervas frescas, também o sabor das especiarias é mais
pronunciado quando as compramos inteiras e apenas as moemos quando necessitamos
delas. Antes de usar especiarias (inteiras ou moídas) convém aquecê-las
rapidamente numa frigideira seca, para realçar os aromas.
Se
puder tenha um moinho de café eléctrico que use só para moer especiarias, mas
pode limpar o seu moinho de café e servir-se dele, ou utilizar um almofariz,
embora isso seja mais difícil com as especiarias mais duras, como a canela, o cravinho
da-índia e o anis-estrelado. No Norte de África e no Médio Oriente, geralmente,
põem uma vagem de cardamomo em infusão no café.
Poderá
fazer experiências com diferentes especiarias, do mesmo modo que com as ervas,
as pessoas ficam intrigadas com o gosto difícil de definir de uma determinada
especiaria num certo prato. Também poderá fazer a sua própria mistura de
especiarias, para usar nos pratos, como as donas de casa fazem na Índia. Um
cuidadoso tempero da comida parece animar as pessoas, e as comidas
condimentadas, numa festa, são quase sempre mais notadas e mais recordadas.
É
geralmente difícil saber que bebida servir com comida muito condimentada; a
cerveja combina geralmente bem e, se quiser festejar-se algum acontecimento,
poderá servir champanhe ou qualquer outro vinho espumoso.
Açafrão: é o estame alaranjado de uma
flor de cor azulada que precisa ser colhido manualmente, muito cedo para que as
abelhas, ao sair em busca do néctar dessas flores, não o inutilize para a
colheita. Além desse factor, existe a necessidade do número de estames para
obter 1kg de açafrão = 200.000, fazendo com que o seu preço no mercado seja
muito alto. Pelo seu colorido e alto preço é conhecido por filamento de ouro; é
encontrado em estames secos e em pó.
Possui um poder digestivo bastante
elevado e pode contribuir para regularizar as funções menstruais.
É Oriunda do Mediterrâneo e da Ásia
Ocidental, esta especiaria foi utilizada pelas civilizações antigas como
corante e aromatizante de comida e vinho. O açafrão é produzido a partir de
estigmas secos e moídos provenientes da planta da rosa de açafrão, sendo a mais
cara especiaria do mundo. Quer o sabor, quer o aroma são fortes, ardentes,
terrosos e almiscarados, acompanhando bem espargos, cenouras, ovos, frango,
peixe, marisco, alho-francês, cogumelos, faisão, abóbora, coelho e espinafres.
Alcaravia: usada para temperar
pães pretos, semente semelhante à erva-doce..
Anis estrelado: de sabor adocicado e
picante, apresenta-se sob a forma de flor, picado, semente e pó.
A primeira utilização do anis foi
medicinal mas depressa migrou para a cozinha onde aromatiza sobretudo pratos
doces. No entanto, esta especiaria também acompanha bem peixe, marisco,
oleaginosas, abóboras e legumes. A sua planta é frágil e desenvolve-se no Médio
Oriente e Leste do Mediterrâneo. O aroma e sabor das sementes é doce, ardente e
frutado e as mesmas devem ser compradas inteiras, durando dois anos fechadas.
Baunilha: é uma fava perfumada que ao ser desidratada
pode ser colocada no açúcar para perfumar, em licores, em doces, molhos,
podendo ser retirada, lavada e seca, sendo usada várias vezes (guardar em vidro
bem fechado, para não perder o perfume).
Canela: uma das mais conhecidas
especiarias, é retirada da casca de uma árvore, podendo ser encontrada em casca
ou em pó.
A sua comercialização está associada aos
Descobrimentos de Vasco da Gama e Cristóvão Colombo, é frequentemente utilizada
em muitas receitas culinárias. São-lhe atribuídas algumas propriedades
medicinais, como por exemplo o facto de ser um tónico estomacal.
A canela é oriunda do Sri Lanka e o seu
comércio foi, durante 200 anos, extremamente rentável para os portugueses.
Amêndoas, maçãs, alperces, beringela, bananas, chocolate, café, carne de
carneiro, pêras, carne de criação e arroz são apenas alguns dos alimentos com
que a canela combina bem. O seu aroma é quente, doce e lenhoso, conservando-se
por dois a três anos.
Cardamomo: é encontrado em vagens,
sementes soltas ou em pó, com um sabor semelhante ao da canela.
O cardamomo, utilizado na Índia há mais
de dois mil anos, chegou à Europa através dos Viquingues. O seu aroma forte a
frutado e o seu sabor a limão são os companheiros ideais das maçãs, das
laranjas, das pêras e de várias leguminosas e outros legumes de raiz como a
batata-doce. Existe também o cardamomo negro.
Cominho: de sabor terroso, é encontrado
em grão ou em pó.
É uma das especiarias mais antigas
utilizadas na cozinha europeia. São-lhe atribuídas propriedades estimulantes
para o estômago e o intestino, e antiespasmódicas, facilitando ainda a digestão
de pratos um pouco pesados.
As sementes do cominho provêm de uma
erva originária do Vale do Nilo, no Egipto. No entanto, a sua fácil adaptação a
climas quentes fez com que começasse a ser produzido também no Leste do
Mediterrâneo, norte de África, Índia, China e Américas. Ligeiramente ardentes e
persistentes, os seus aromas e sabor combinam bem com pratos com beringela,
feijão, pão, couve, queijos de pasta dura, frango, carneiro, lentilhas,
cebolas, batatas, arroz, chucrute e abóbora-porqueira.
Cravo-da-Índia: outra especiaria muito usada, é a flor seca do cravo que não chegou a desabrochar, sendo encontrada também em pó.este ingrediente tem passe livre tanto na cozinha como na confeitaria, e faz uma incursão no bar, participando de bebidas quentes e espirituosas.
Curcuma: é extraído do rizoma
de uma planta conhecida como açafrão da terra.
Gengibre: rizoma usado fresco (ralado ou
picado) ou ainda em pó, fazendo dupla com o cravo-da-Índia no seu passeio
culinário.
O gengibre pode ser utilizado fresco ou
seco e é nada mais, nada menos, que a raíz de uma planta semelhante ao bambu.
Cultivado nas províncias meridionais da China e na Índia, esta especiaria é
muito comum na cozinha indiana. O seu sabor e aroma quentes e picantes são
óptimos para acompanhar couves, outras verduras e abóbora, peixe, banana,
pêras, ananás, laranjas e compotas.
Gergelim: sementes muito
pequenas que dão um realce todo especial quando salpicadas no pão ou
polvilhadas (bem crocantes) sobre saladas verdes.
Macis: é o invólucro da
noz-moscada, apresentada em lâminas ou em pó.
Mostarda: em grão é usada no preparo de
picles; em pó, vai ser componente de molhos ou condimentos.
A mostarda pode ser preta, branca ou
amarela e castanha, tendo a particularidade de quase não libertar aroma quando
a semente está inteira. No entanto, depois de moída, é claro um aroma pungente
e terroso. Esta especiaria aromatiza molhos para churrascos e pratos de carne,
resultando também muito bem com a maioria dos legumes de raiz. Quanto à sua
origem, a mostarda preta e a branca ou amarela surgiram no Sul da Europa e na
Ásia Ocidental, ao passo que a mostarda castanha vem da Índia. Na Europa
medieval esta era a especiaria mais acessível e a única que o povo podia
comprar.
Noz-moscada: fruto muito perfumado e de
consistência muito dura; deve ser ralada na hora de usar, para manter toda a
sua fragrância que é muito volátil, não sendo aconselhável seu uso em pó.
Por seu lado, a noz-moscada, originária
das Ilhas Molucas, é muito aromática, sendo por isso utilizada em grande
variedade de pratos. Pode ainda ajudar em casos de digestão lenta e em
situações de reumatismo e gota.
Esta especiaria caracteriza-se pelo seu
aroma forte semelhante ao pinho e por um sabor agridoce e terroso. Geralmente,
aconselha-se o seu uso com leguminosas, queijo, frango, ovos, caldeiradas,
carneiro, vitela, pratos com leite, cebola e batata. É provável que a
Noz-Moscada tenha sido trazida para a Europa pelos Cruzados mas a sua origem
está nas Ilhas de Banda, na Indonésia, conhecidas como «ilhas das especiarias».
Aí se cultiva uma árvore que dá um fruto de onde se retiram duas especiarias
distintas: a noz-moscada e o macis.
Paprica: variedade de pimentões maduros,
secos e moídos, sendo apresentados sob a forma de paprica doce, semidoce e
forte; além do sabor picante, sua cor avermelhada caracteriza sua presença no
alimento.
A paprica ou pimentão tem, nuns casos,
um aroma frutado e fumado e, noutros, picante. Em 1492, após a expedição de
Colombo, os espanhóis começaram a plantar pimentos, tendo sido pioneiros na
preparação da paprica a partir da moagem do fruto. Ao nível da culinária,
carnes de vaca e vitela, queijos brancos, frango, pato, legumes, porco e arroz
combinam bem com esta especiaria. Todos os tipos de paprica devem ser guardados
longe da luz e bem fechados para não perder a pungência.
Papoula: sementes da flor muito
pequeninas, com sabor adocicado semelhante à castanha.
Pimenta Cayena: pó muito fino de
pimenta originária da Guiana francesa (bem picante). O sabor lembra cravo /
canela.
Pimenta vermelha: fruto pequeno de cor
vermelha e brilhante, com sabor muito picante e ardido, devendo ser usado com
moderação.
Pimenta-do-reino (em grão) preta: os grãos que ainda estão por
amadurecer são postos a secar, até endurecer, após uma triagem de tamanho são
vendidos como pimenta preta; branca: os
grãos vermelhos que já estão amadurecidos são colocados de remolho por 2 a 3
dias, após o que são escorridos e pelados, ficando a polpa branca que é vendida
como pimenta branca; verde: os grãos
verdes são colocados em salmoura ou liofilizados.
Pimenta moída: os grãos das pimentas
pretas e branca são moídos e vendidos em pó, separadamente ou misturados em %
diversos.
A pimenta, originária da Índia, é
actualmente uma das especiarias mais utilizadas em todo o mundo. Os seus grãos
podem ser verdes, brancos ou pretos, porque são colhidos em diversas fases de
maturação. A pimenta preta é, no entanto, mais forte do que aquela branca. Para
além de ser um apreciado condimento, é também usada como conservante. Em
pequenas quantidades pode ter efeitos digestivos, e é também considerada como
afrodisíaco. No entanto, em casos de hemorróidas o seu uso é desaconselhado, ao
contrário do que sucede com o piri-piri que, apesar de possuir um sabor muito
picante, não prejudica as pessoas que se encontrem nesta situação.
Zimbro: grãos de sabor suave e
picante que lembram o pinho, usado na fabricação do Gin e em produtos
defumados.
Curry: mistura de
especiarias, com cheiro bem pronunciado e cor forte, variando muito sua
composição, chegando a ter mais de 30 componentes; entre eles vamos encontrar o
gengibre, cravo, cúrcuma, coentro, as pimentas, o macis, cominho, a
noz-moscada, páprica, os grãos de mostarda, etc., sendo encontradas as
espécies: doce, quente (forte) e muito quente.
Garam masala: especiarias tostadas
em forno leve e moídas após: macis, canela, louro seco, cardamomo, cominho,
pimenta-do-reino em grão e coentro.
Galanga (frutada)
O pó cor de bronze da galanga-pequena é
forte, semelhante ao do gengibre, ao passo que o da galanga-grande é mais
suave, ligeiramente azedo e com cor de areia. Este condimento tem origem nas
zonas costeiras do sul da China e pode ser adquirido em lojas de produtos
asiáticos. Moída, conserva-se por dois meses, enquanto em rodelas mantêm o seu
sabor durante um ano. Frango, marisco e peixe são os pratos em que o uso da
galanga mais se recomenda.
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r: esquece o link que te mandei. é deste blog que eu tenho agora!
ResponderEliminarOlá, deixo-te aqui o link do meu novo blog: http://o-blog-da-rafaela-hope.blogspot.pt/ beijinhos*
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