Designação da UFCD: Preparação e conservação de fundos e molhos de cozinha
Código: 4667
Carga Horária: 50
Objetivos
Preparar e confecionar fundos e molhos de cozinha.
Identificar molhos e fundos de cozinha.
Elaborar fichas técnicas de acordo com as capitações.
Preparar molhos e fundos de cozinha.
Confecionar molhos e fundos de cozinha e respetivas aplicações.
Cumprir as normas de higiene e segurança.
Método de avaliação:
Varias confecções de fundos e molhos de cozinha e 1 Teste de avaliação escrito
Preparação e conservação de fundos e molhos de
cozinha
Como o próprio nome indica, este módulo
foi de preparação e conservação de fundos e molhos de cozinha com uma carga
horária de 50 horas.
Não fazia a mínima ideia que existiam
inúmeros molhos de cozinha, visto que eu só conhecia para aí uns 4.
Os temas leccionados pelo formador
chefe Luís Feio, tanto teóricos como práticos, no decorrer deste módulo,
demonstraram-me ser uma mais-valia, no que diz respeito à compreensão de certos
processos de preparação, confecção e conservação de fundos e molhos de uma
cozinha.
Nestas sessões de formação, sempre
liderada pelo nosso formador Chefe Luís Feio, que demonstrou uma paixão
contagiante pelo trabalho que desenvolve, e que procura a cada dia ser melhor
que o anterior, fez questão, em passar a sua filosofia para todos os que
trabalham com ele.
Esta filosofia, não foi só do módulo de
preparação e conservação de fundos e molhos de cozinha, e sim, de muitos outros
módulos que, desde o início, foi implementada a todos nós formandos, de uma
maneira em que se fez sentir que não seria uma obrigação de confeccionarmos,
mas sim, a forma mais correta de a fazer, que por sua vez, vai-nos servir um
dia, quando nós acabáramos o curso de cozinha/pastelaria, ambicionarmos alcançar
o nível de profissionalismo.
Mudando de assunto, mais uma vez, o
formador chefe Luís Feio, explicou-me que, os fundos de cozinha são preparações
ou sucos destinados à confecção de caldos, molhos, sopas, estufados, guisados,
e afins.
Os “roux” ou embamatas também são
considerados como fundos de cozinha.
Nos Roux normalmente são quantidades iguais de farinha e manteiga
ou óleo, são cozidas e usadas para engrossar vários molhos. O líquido
acrescentado para fazer o molho é o leite, para molhos brancos, o leite posto
em infusão, para o bechamel, e caldos para o velouté. O termo francês roux
significa castanho-escuro ou marrom e geralmente se refere à cor da mistura.
Tipos
de Roux:
Roux
branco: usado para fazer molho branco e bechamel. Cozido
1 a 2 minutos, o suficiente para que o gosto da farinha desapareça sem alterar
a cor.
Roux
blond: é a base do molho velouté, ao qual se junta um
caldo fino de galinha, vitela ou peixe. Cozinha 2 a 3 minutos, fica levemente
dourado.
Roux
marrom (brun): muito saboroso, é a base do molho
francês espagnole. O roux é cozido em fogo alto até escurecer, por 5 minutos.
Os fundos de cozinha englobam ainda um
grande número de preparações diversas, tais como:
Court-boillons; Fumets; Geleias;
Marinadas; Mirepoix (Composto de: 50% cebola, 25% salsa e 25% cenoura…
Aprendi que o Caldo é o líquido coado
que resulta do cozimento de aves, carne, peixe ou legumes na água com temperos,
é a base para muitas sopas, molhos e ensopados. Caldos preparados em casa têm
melhor sabor, são mais aromáticos e menos salgados do que os caldos em cubos,
granulados ou enlatados. Na Gastronomia são chamados também de Fundos.
Se fizermos uma sopa adicionando água,
ela ficará com gosto de caldo... se fizermos uma sopa utilizando caldo, ela
ficará com um sabor muito mais pronunciado, mais gostoso.
Geralmente os caldos são feitos com
ossos ou aparas de carne ou peixe, mirepoix, alho poro, ervas e especiarias. O
cozimento deve ser lento, sem levantar fervura.
Podem ser classificados em duas
categorias:
1.
Por
Cor:
Fundos
claros: ossos (opcional) + água + mirepoix (legumes) +
aromáticos
Fundos
escuros: ossos assados + água + mirepoix
caramelizado + purê de tomate + aromáticos
2. Por Ingredientes:
Fundo de vegetais; fundo de aves, fundo
de carnes e fundo de peixes.
Existem muitas misturas prontas em
tablete ou em pó que podem ser utilizados como substitutos mais práticos, mas
que agregam sabor artificial às preparações se não forem bem utilizados. Estes
produtos também contém sódio em excesso.
A finalidade do fundo é deixar uma
preparação mais líquida ou cozinhar algo sem diluir o sabor como quando usamos
apenas água.
Depois pode-se armazenar o caldo em
pequenas porções (formas de gelo) e congelar, para usar conforme a necessidade.
Esta é uma opção tanto mais saborosa quanto mais saudável.
No que respeita a um consommé, nada
mais é que um caldo de carne enriquecido, (com o acréscimo de claras, carne
picada e legumes) concentrado e clarificado, que pode ser servido quente ou frio,
guarnecido ou aromatizado.
Com isto dito, posso confeccionar
diversos consommés como o de aves, de caça, de vaca e de peixe (como é caso o
de fumét), variando ainda segundo as guarnições estipuladas.
Já no caldo de peixe; aprendi com o
formador Luís feio que, para se obter um sabor suave, devo faze-lo com as
espinhas e sobras de peixes brancos, como o caso do linguado, a pescada, ou
peixes rosados como o salmão.
Na verdade, sei que não devo e nem
posso usar para este fim, peixes muito oleosos e com sabor muito forte, como a
cavala ou a sardinha.
Nos caldos de peixe, não devo
cozinha-los mais do que vinte minutos, caso contrário posso obter um caldo com
um sabor amargo.
Em aulas práticas, relembro-me, termos
feito muitos molhos, inclusive, o molho demi-glace. Este aplica-se na confecção
em molhos de carnes escuras.
Ora bem, a confecção do demi-glace é
feita da seguinte maneira:
Põe-se os ossos a corar num tabuleiro,
com alguma gordura.
Depois de corados, junta-se o
“mirepoix” (vários legumes cortados). Quando este ficar louro, escorre-se a
gordura e refresca-se com vinho branco. Acrescenta-se um pouco de água,
deixa-se ferver, para despegar do fundo do tabuleiro. Coloca-se tudo dentro de
uma panela e deixa-se ferver de 6 a 8 horas.
Passa-se pelo chinês e põe-se a reduzir
para metade. Pode-se fazer um puxado de manteiga, à qual se junta cebola,
cenoura, aipo, alho-porro, louro e salsa, tudo bem picado. Deixa-se puxar bem,
refresca-se com vinho branco e junta-se molho de tomate, ou polpa de tomate,
fervendo então, até reduzir a metade.
Para terminar, passa-se pela “étamine”
(filtro) e rectifica-se o tempero, adicionando um pouco de molho inglês, para
avivar o paladar.
No fim, junta-se um decilitro de vinho
da madeira para cada litro e et voilà lool.
No caso de eu confeccionar o Molho
Português, pico a cebola bem picada e deixo-a alourar em azeite. Junto os
tomates “concassé”, sal, pimenta do moinho, molho de tomate, glace de carne
líquida, alho e salsa picada.
Nota: A Glacé de Carne é o
aperfeiçoamento do molho estufado que se deixa ferver lentamente, pelo menos
durante 8 a dez horas, com os ossos, para que larguem todas as substâncias.
Para não entrar em detalhes mais
extensos, vou-me referir, em geral, ao que foi dito e feito nas sessões.
Fizemos, Molho salsicheiro; Molho
italiano; Molho espanhol; Molho de tomate; Molho de pimenta rosa; Molho
holandês; Molho Béchamel; Molho Bernês, Molho maionese, Vinagreta entre muitos
outros, não referidos aqui.
Após a conclusão deste módulo de 50
horas de preparação e conservação de fundos e molhos de cozinha, adquiri muitos
conceitos práticos e teóricos sobre os fundos e molhos de cozinha e, ainda,
aprendi algumas tipologias referentes a estes mesmos.
Porém, aprendi e compreendi as
principais técnicas de preparação, confecção e regeneração, de fundos e molhos
de cozinha com o formador Luís Feio.
Devo dizer que, caso eu trabalhe numa
cozinha a nível profissional, já me sinto preparado para estas vertentes
referidas acima, através dos ensinamentos do nosso formador Chef Luís Feio.
Atentamente e Venerador
Jorge_Palma25@hotmail.com

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