Designação da UFCD: Preparação de massas de cake, folhados, bolos secos e massas de forrar
Código: 1761
Carga Horária: 50
Objectivos:
Preparar massas de cake, folhados, bolos secos e massas de forrar
Método de avaliação:
Várias confecções de Preparação de massas de cake, folhados, bolos secos e massas de forrar e 1 trabalho individual
Preparação de massas de cake, folhados, bolos secos e
massas de forrar
No que respeita à preparação de massas
de cake, folhados, bolos secos e massas de forrar, a farinha ideal é a farinha
do tipo 55 porque é mais fina para este tipo de confecções. Quanto fermento,
aprendi a utilizar o fermento químico, este é um fermento em pó ou bicarbonato
de sódio que serve para eu fazer os bolos secos e bolos cake.
As massas que confeccionámos com este
tipo de fermento não necessitam de levedar e devem ir imediatamente ao forno.
Devo dizer que, ao longo destas 50h de
formação, passei a conhecer também os tipos de margarinas; não fazia a mínima
ideia que havia várias margarinas, por assim dizer, aprendi que, a margarina
bolo-rei tem mais corante e é mais amarelada serve para eu fazer os Bolos
secos, Queques, Bolo Inglês, massas Brioches, Pães-de-leite e é aplicada em
alguns cremes.
No que concerne à margarina meio
folhado, esta é aplicada nas voltas que eu dou na massa, utilizámos esta
margarina para as confecções dos Pasteis de Nata e para os Mistos de Queijo e
Fiambre.
Já na margarina folhada, como o próprio
nome indica, sei que esta serve para eu fazer os folhados. Concluo então que,
para a massa folhada e a massa meio folhada, eu vou ter que trabalhar a
margarina com as mãos antes da sua aplicação. Começo por trabalha-la até ficar uma
bola e, só depois, é que a misturo-a na massa em forma de embrulho e dou o rolo
de seguida.
Um dos pilares das pastelarias a nível
mundial, as massas folhadas são massas feitas basicamente de farinha de trigo
do tipo 55, água, sal e, às vezes, açúcar e ovos. A massa folhada resultado da
mistura desses ingredientes e é, em seguida, intercalada (por meio de um
processo de dobras) com uma grande quantidade de gordura (normalmente margarina
meio folhada ou margarina folhada).
O resultado final desse processo de
dobras, conhecido como laminação, é uma massa composta por várias camadas de
massa e de margarina. Tal como as massas lêvedas, esta, também, tem os seus
descansos que variam de 10 a 50 min, tudo depende do que eu for fazer.
A ideia de que a massa folhada precisa
ficar muito clara é falsa. Uma boa massa folhada precisa de estar com uma bela
cor de caramelo depois de assada. Não há nada pior que um mil folhas com massa
folhada toda crua ou queimada.
Ao terminar este módulo de Preparação de
massas de cake, folhados, bolos secos e massas de forrar, estou capacitado para
fazer qualquer tipo de massas folhas e descodificar todas as fichas técnicas,
assim como, a verificação da qualidade dos produtos finais inerente a este tipo
de confecções.
Por outro lado, a história das massas
folhadas é confusa como o labirinto de Dédalos. Muitos acreditam que essa
maravilha da gastronomia tenha sido inventada ainda na Antiguidade.
Provavelmente por egípcios ou gregos. Para o chef suíço Joseph Favre a massa
folhada teria surgido no século XVIII.
Seu criador, segundo Favre, teria sido
um pasteleiro francês chamado Feuillet, muito requisitado pelos endinheirados
do seu tempo.
Em 1311, um tal de Robert, bispo de
Amiens, cidade francesa a 120 km ao norte de Paris, menciona numa carta,
segundo se conta por ai, os "gâteaux feuilletés", tradicional receita
francesa confeccionada com massa folhada.
Paul Bocuse, no livro "A cozinha de
Paul Bocuse", lançado no Brasil em 2002, observa que os pasteleiros do
século XIII já conheciam a massa folhada. Ele acrescenta que pode ter sido no
decorrer dos séculos XVIII e XIX que a massa evoluiu para o que conhecemos
hoje.
Outro a quem se atribui a criação da
massa folhada é Claude Gellée (século XVII), pasteleiro que virou pintor de
belíssimas paisagens campestres e urbanas. Segundo se divulga, Gellée teria
passado uma grande quantidade de manteiga num pedaço de massa de pão e levado
ao forno.
A intenção do pasteleiro era obter um
pão de sabor amanteigado e dá-lo de presente ao pai, que estava muito doente. O
resultado teria sido um pão com várias camadas.
O pai do pasteleiro teria gostado tanto
do pão inventado pelo filho que Gellée e resolveu aprimorar a receita. Em
seguida, a receita teria sido levada à cidade francesa de Nancy por Ângelo
Mosca, um amigo de Gellée.
De lá, os dois amigos a levaram para
Florença, na Itália, onde teriam aberto uma casa de pães com o auxílio de um
amigo de Mosca.
Como apenas Claude Gellée sabia preparar
a massa, ficou evidente, caso Gellée desistisse, seria um fracasso para o
negócio. Diante dessa ameaça, Mosca resolveu observar o modo de preparo da
massa às escondidas.
Com o sucesso da espionagem, ele ainda
teria sequestrado o pasteleiro e o abandonado à própria sorte num cativeiro.
Depois de conseguir fugir, o pasteleiro
ter-se-ia escondido na casa de um famoso artista (acredita-se ser o pintor
Agostinho Tassi), que acaba-lhe ensinando técnicas de pintura.
Só para constactar, é como pintor que o
pasteleiro Claude Gellée entra para a história. Dizem que ele chegou a voltar
para Florença na intenção de se vingar de Mosca e do seu amigo, mas descobre
que eles haviam morrido num incêndio.
A massa folhada, tal como a conhecemos,
dizem ser obra do chef Marie-Antoine Carême, que teria dado continuidade ao
trabalho de Gellée.
No entanto, a história que atribui a
Gellée a autoria da massa folhada é tão interessante que chega a ser
convincente. Porém, se a tal carta do bispo de Amiens for mesmo verdadeira, é
improvável que a massa seja criação do pintor.
Abaixo, segue-se algumas confecções que fizemos neste módulo:
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