Designação da UFCD: Confeção de pastéis, queijadas e tartes
Código: 1763
Carga Horária: 50
Objetivos:
Confeccionar pastéis, queijadas e tartes.
Método de avaliação:
Várias confecções de pastéis, queijadas e tartes e 2 trabalhos individuais e, no final, prova prática com juri
Confecção de pastéis, queijadas e tartes
No decorrer deste módulo de 50 horas de
pastéis, queijadas e tartes, há muitas variedades de pastéis, queijadas e tartes
que se podem confeccionar. Mas, cada uma delas, com procedimentos adequados, quer em
termos da sua história quer em termos da sua região, na sua elaboração ou, até mesmo,
na sua inovação; disto já eu sabia.
A novidade para mim, foi mesmo aprender
a executa-los segundo alguns dos critérios de algumas receitas.
É verdade que, algumas das receitas que confeccionei,
desconhecia por completo, mas com os ensinamentos adequados pelo formador,
Domingos Cruz, lá estava eu, de novo, a progredir em todas as confecções.
Embora este módulo fosse muito prático,
aprendi, ainda, teoricamente alguns conceitos com o formador, Domingos cruz, inclusive,
algumas definições.
Não obstante a isso, também fiz pequenas
pesquisas, para tornar-me mais completo o meu aprendizado em termos de conhecimentos e saberes.
Se bem me lembro, o Pastel é um alimento
composto por uma massa à base de farinha a que se dá a forma de um envelope ou
outra, que se recheia e depois se frita por imersão em óleo fervente. É um dos
alimentos mais frequentemente encontrados nas grandes superfícies comerciais e,
também, são muito populares no resto do mundo, como o caso de rissóis, sonhos e
afins.
Também é verdade, que há outros tipos de
pastéis, como o pastel de nata, e o pastel de belém que vão ao forno; cheguei a
fazer estes com a ajuda do formador.
Saliento aqui que, os Pastéis de Nata e os
Pastéis de Belém, embora sejam muito semelhantes e com uma história em comum, são
efectivamente dois tipos de pastéis diferentes.
Os Pastéis de Nata, como o próprio nome
indica, contêm nos seus ingredientes, natas, ao passo que os Pastéis de Belém
não possuem este tipo de ingrediente, sendo confeccionado essencialmente com as
gemas de ovo e açúcar. Ao provar os Pastéis de Nata e os Pastéis de Belém é
muito notória e saliente a diferença de sabor, embora o aspecto possa ser algo
parecido. Mesmo a massa folhada é claramente diferente, tanto de aspecto como
de gosto.
Neste momento, sinto-me preparado fara
faze-los, desde o seu inicio até ao seu procedimento final.
Lembro-me que, ao início do curso de
cozinha/pastelaria, tudo isto era uma novidade para mim.
Em relação às tartes, não só fiquei a
conhecer todos os procedimentos e conceitos, como também, a confeccionar tartes,
pois estas, podem-se fazer através de massa quebrada, areada ou folhada que vão
ao forno e são guarnecidas com frutas, compotas ou cremes.
Devo dizer que, na confecção das
queijadas, estas já tínhamos feito em módulos anteriores, pelo que, com este
módulo, consegui aperfeiçoar-me ainda mais. Em termos teóricos, as queijadas são uns
pequenos bolos enformados e confeccionados com queijo ou requeijão, ovos, leite
e açúcar, entre outros ingredientes.
Por assim ser, dá-se este nome a bolos
do mesmo formato, mas com recheios diversos (amêndoa, laranja, ovos). Os mais
célebres são as queijadas da Madeira, de Sintra, de Oeiras e de Évora.
Depois de uma breve leitura sobre a
história dos Pastéis de Belém, concluo que os Pasteis de Belém ou Pastel de
Natas, é um doce tradicional da culinária Portuguesa, surgiu em 1837 em Portugal
ao pé da Torre de Belém (Cidade de Lisboa), os monges do Mosteiro dos Jerônimos
tentaram fazer subsistir a ordem numa nova tentativa de sobrevivência. Porém, começam
então a vender Pastéis de Belém feitos por eles, a fim de ganhar algum dinheiro,
numa pequena Pastelaria oriunda de Belém ou anexada ao Mosteiro dos Jerônimos.
Nesta ocasião, pelas
características próprias do local onde se encontravam, a grande actividade
mercante, comercial e turística proporcionou uma grande visibilidade a este
doce conventual.
No entanto, naquela época, Lisboa era
uma cidade distinta ligada por embarcações a vapor, pelo que reforçou as suas
vendas. Contudo, a presença do Mosteiro e da Torre de Belém atraiam muitos
turistas que por ali passavam e ficavam admirados pela beleza histórica e pelo
bom sabor que estes tinham em relação à confecção dos Pastéis de Belém.
Neste sentido, derivado ao seu
sucesso em vendas, a receita foi logo bem guardada a sete chaves. Os Chefes
pasteleiro, naquela altura, eram os únicos a conhecer o segredo, e prestaram um
tipo de juramento de silencio para salvaguardar esta famosa receita
gastronómica Portuguesa. Ainda nos dias de hoje, estes Chefes Pasteleiros
fabricam sempre artesanalmente estes deliciosos Pastéis de Belém.
Por conseguinte, qualquer café ou Pastelaria/Padaria
em Portugal, oferece um vasto leque de Pastéis de Nata, mas a sua verdadeira origem
vem de Belém, tanto que a casa fundadora guardou esta denominação de “Pastéis de Belém” isto segundo as minhas
pesquisas.
História
das Queijadas de Sintra
Já se encontram referências às Queijadas
de Sintra, como fazendo parte de pagamento de foros, no ano de 1227, quando
reinava D. Sancho II, o Capelo. Quanto ao local de origem das queijadas parece
ter sido em Ranholas, na freguesia de S. Pedro de Penaferrim.
De todas as marcas, a mais antiga é a
Sapa, com fábrica na Volta do Duche, hoje explorada por Francisco Barreto das
Neves, mais conhecido por “Chico Neves”. Através de documentos, não é possível
determinar a relação de parentesco entre “Maria Sapa”, nascida em 1756, e os
outros Sapas, também de Ranholas, e que nessa localidade fabricavam queijadas.
Considera-se, no entanto, que eram todos daquela família, oriunda daquela
localidade.
Em meados do século XIX, aparece em
Ranholas uma Maria das Neves, casada com Manuel Antunes, ela da família “Sapa”
e que também fabricava o afamado doce.
Com a inauguração do caminho-de-ferro,
em 2 de Abril de 1887, o trânsito pela estrada de Lisboa começou a reduzir-se
gradualmente e os industriais de queijadas que, até essa data, vinham aos
domingos fazer a sua venda a Sintra utilizando burros, viram-se na necessidade
de transferir para a vila o seu negócio.
Respeitando a receita dos seus
antepassados, as queijadas fabricadas actualmente continuam a merecer a fama
que criaram.
Camilo Castelo Branco, no seu livro
“Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado”, cuja primeira edição é de 1863, diz
a certa altura: “Basílio levava na algibeira do albornoz um embrulho de
queijadas da Sapa.” A que Sapa se refere? Atendendo a que a primeira
contribuição industrial que pagou Francisco Antunes das Neves está datada de
1871 (referente à fábrica de Ranholas) parece poder concluir-se que se refere a
seus pais, a Maria das Neves (dos Sapas) e marido Manuel Antunes ou, então, a
uma irmã da primeira, Josefa das Neves, que, nessa data distante, também
fabricava em Ranholas o mesmo doce com a designação de “Sapa”.
História
dos Pastéis de Feijão
Nos finais do século XIX, vivia na Vila
de Torres Vedras uma ilustre senhora, D. Joaquina Rodrigues, que possuía uma
receita de uns deliciosos pastéis, com que brindava os seus familiares e
amigos.
D. Maria aprendeu muito bem a confecção
do doce e passou a fabricar os pastelinhos por encomenda, sendo ela a primeira
pessoa a comercializá-los.
No entanto, a receita também foi
divulgada entre os familiares de D. Joaquina e, assim, uma parente de nome
Maria Adelaide Rodrigues da Silva, também aprendeu a arte de fabricar os
pastéis de feijão.
A gentil Maria, casou entretanto com o
Sr. Álvaro de Fontes Simões, que decidiu explorar comercialmente os doces.
Assim, nasceram os pastéis de feijão da marca “Maria Adelaide Rodrigues da
Silva”, que alcançaram um estrondoso sucesso que se estendeu para muito além da
região de Torres Vedras. Posteriormente, as pastelarias da terra começaram a
dar fabrico próprio aos famosos pastéis, segundo receitas da sua autoria, mas
sempre com a amêndoa e o feijão por base.
Por volta de 1940, um filho do Sr. Álvaro
Simões, Virgílio Simões, montou uma fábrica especificamente destinada ao
fabrico dos pastéis. Assim nasciam os muito conhecidos pastéis “Coroa”. Em
meados do século, os pastéis de feijão tinham-se adoptado como o doce de Torres
Vedras e o processo de certificação deste doce está a dar os primeiros passos.
A
História da Tarte Tatin
Reza a lenda que a Tarte Tatin teria
nascido de um erro culinário, ocasionado por um momento de inatenção da
cozinheira. Quando Jean Tatin faleceu no final do século XIX, suas filhas
Stéphanie e Caroline herdaram o hotel e restaurante Tatin, situado na pacata
cidade de Lamotte-Beuvron, no Loir-et-Cher (centro da França).
Cidade essa, que desde o século XIX era
considerada como a capital da caça. Caroline era conhecida por ser uma
excelente administradora. Já Stéphanie, era uma cozinheira muito talentosa. As
duas formavam uma óptima equipe e, mesmo após o falecimento do pai, elas
continuaram gerindo com brio o estabelecimento familiar, que acolhia com
frequência todos os caçadores da região.
Uma das especialidades de Stéphanie era
a torta de maçãs, que ela servia morna, caramelizada e bem macia. Os clientes
vinham de longe para apreciar a famosa iguaria.
No entanto, Stéphanie também era
conhecida pelo seu jeito meio distraído e tagarela. Assim, num dia de muito
movimento, ela ficou conversando demais com os clientes até que se deu conta de
que a sobremesa não estava pronta. Então, ela correu para preparar a famosa
torta, pôs ela no forno e só depois é que reparou que tinha esquecido de
colocar a massa no fundo da forma.
Vendo que as maçãs estavam
caramelizadas, ela teve a ideia de pôr a massa por cima e de virar a torta
quando ela saísse do forno. Quanto aos clientes, eles simplesmente adoraram a
nova receita!
Aliás, ela fez tanto sucesso que até um
dos mais célebres críticos culinários da época, o nobre Maurice-Edmond
Sailland, mais conhecido como Curnonsky, veio experimentá-la. Completamente
encantado pela originalidade da receita e pela agradável mistura de texturas e
sabores, ele acaba promovendo-a em Paris, sob o nome de “tarte des demoiselles
Tatin” (torta das senhoritas Tatin).
E foi assim que a tarte tatin acabou se
transformando numa celebridade nacional, ao ponto de ser servida no restaurante
Maxim’s (símbolo internacional da alta gastronomia francesa). Aliás, a Tarte
Tatin é levada tão a sério que foi até criada uma confraria para defender o
respeito da receita tradicional da torta: é a “Confrérie des Lichonneux de Tarte
Tatin de Lamotte-Beuvron”.























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