sábado, 2 de agosto de 2014

Cozinha Criativa - Novos Processos de Confeção



Designação da UFCD: Novos processos de confeção

Código: 4683

Carga Horária: 25

Objetivos:

Aplicar novos processos de confeção.

Método de avaliação:

2 Trabalhos Individuais; várias técnicas de novos processos de confecções alimentares e criatividade de fazer novos pratos e, no final do módulo,  um teste teórico sobre a gastronomia molecular versus cozinha molecular.







Novos processos de confecção




Um dos módulos que mais gostei, foi este. Não pelo formador em si, mas sim, pela minha curiosidade sobre a cozinha molecular e os novos processos inovadores de confecção, assim como, a introdução de novos instrumentos e equipamentos na cozinha.
Nas sessões teóricas, chegámos a abordar o sousvide, pois este, é um método de cozinhar em banho-maria, em sacos plásticos selados a vácuo em baixas temperaturas por um tempo maior que o tradicional.
A formadora Rosa Martins, abordou também, sobre os vários métodos de cocção que vão desde ao branquear, escalfar, ferver, cozer a vapor, fritar, saltear, grelhar, gratinar, assar, ao refogar.
Contudo, compreendi as diferenças entre a gastronomia molecular e a cozinha molecular; a gastronomia molecular, no meu ponto de vista, é direccionada para os cientistas e físicos para criarem produtos quimicamente alterados e afins, já na cozinha molecular é mais direccionada para os cozinheiros, para que estes ponham em prática as suas ideias inovadoras e alterem o tipo de empratamentos tradicionais.   
Por outro lado, a cozinha molecular é a nova tendência culinária que utiliza as novas ferramentas, ingredientes e métodos desenvolvidos através das pesquisas da gastronomia molecular, inovando assim os pratos.
Nos dias de hoje, cada vez mais, há novas evoluções na cozinha, acredito que, por daqui a 10 anos, a cozinha no seu todo, incluindo a gastronomia, utensílios e equipamentos, será bastante diferente do que se fala e se confecciona hoje.
No meu parecer, a cozinha criativa é uma necessidade de se criar algo único e original.
A cozinha criativa e a inovação são também dois conceitos que andam de mãos juntas. A criatividade é essencial para os cozinheiros que querem inovar, inventar, criar coisas novas, novos pratos, novas confecções, novos empratamentos.
É importante referir que a criatividade não é necessariamente significar criar alguma confecção do zero, muitas vezes significa inovar o prato, ou seja, melhorar alguma coisa já existente nele.
O nome “gastronomia molecular”, apesar de estar começando a se popularizar somente agora, foi criado em 1988 pelo físico Nicholas Kurti e o químico Hervé This, estudiosos do assunto. Ela é a parte científica, que envolve o conhecimento da química e física envolvida no processamento dos alimentos, assim como a sensação proporcionada por estes ao entrarem em contato com os órgãos dos sentidos humanos.
Já a “cozinha molecular” é a aplicação destes conhecimentos nas preparações. Tais processos, já aplicados na indústria alimentar, têm servido como base para transformar pratos e torná-los mais atrativos. Alguns exemplos desses processos são: a encapsulação de compostos aromáticos (com utilização de substâncias como alginato de sódio e maltodextrina), que transformam os ingredientes e fazem com que estes explodam na boca; e a transglutaminase, uma enzima que melhora a textura de carnes.
São essas diferentes técnicas que juntas transformaram a forma de cozinhar e tornaram as preparações ainda mais surpreendentes. No entanto, nenhuma preparação será interessante se não houver sabor e por isto os cinco gostos básicos, doce, salgado, azedo, amargo, estão cada vez mais unidos e podem ser transformados em pratos mais inesperados e interessantes.
Noutro contexto e na busca por novos sabores e sensações, a gastronomia se reinventa a ponto de se transformar em uma cozinha de constantes novidades. Nos dias de hoje, não são só misturas e combinações de ingredientes que fazem parte da culinária. Atualmente, processos que antes pertenciam apenas ao ambiente de um laboratório ocorrem nas cozinhas, onde líquidos borbulham, evaporam e condensam em recipientes de vidro, e outros materiais são fundidos e recriados. A fim de oferecer degustações inusitadas aos comensais, chefs se valem de equipamentos e fórmulas, tal qual cientistas na elaboração de suas experiências, para fazer do tradicional algo surpreendente.
Embora há quem diga que desde sempre as ciências estiveram presentes na execução de uma receita, seja no cozimento, nas frituras, no congelamento e em outras alterações de estado dos alimentos, o conceito denominado Cozinha Molecular tem fascinado profissionais da área nos últimos anos. "A Cozinha Molecular é a ciência dedicada ao estudo dos processos químicos e físicos relacionados à culinária, que possibilita a mudança de texturas, formas e temperaturas dos pratos e ingredientes tradicionais, propondo o conceito da desconstrução", explica a coordenadora do curso de educação e gastronomia, Francine Xavier.
Em prática por aqui desde meados dos anos 1990, a Cozinha Molecular é originária do desdobramento do que foi chamado de gastronomia molecular, no fim da década de 1980, pelo físico húngaro Nicholas Kurti, da Universidade de Oxford, e pelo físico-químico francês Hervé This. "Hervé sempre foi um cientista interessado por mitos, lendas, práticas e técnicas da cozinha, enquanto Kurti tinha interesse em modernizar a cozinha, introduzindo métodos experimentais desenvolvidos por físicos", conta Marcelo Bergamo, professor e coordenador do curso de gastronomia da Universidade.
Da união do conhecimento dos cientistas e do interesse de ambos pela cozinha foi um passo para o início de pesquisas em técnicas que mudaram a visão do simples cozimento de um ovo, de acordo com Bergamo. Hoje, importantes centros de pesquisas como o Institut National de La Recherce Agronomique (INRA), na França, e a Fundação Alicia, na Espanha, estudam cientificamente as técnicas culinárias.
"É interessante dizer que Hervé This considera que suas pesquisas se referem à gastronomia molecular, mas, ao aplicar seus conhecimentos em uma cozinha, os chefs estão fazendo Cozinha Molecular", afirma Bergamo. Com base nesses estudos, o chef do renomado restaurante espanhol El Bulli, Ferran Adrià, também diretor da Fundação Alicia, surge no início dos anos 1990 com uma nova proposta gastronômica de desconstrução dos alimentos, que passou então ser chamada de Cozinha Molecular.
Hoje, Adrià viaja pelo mundo para difundir o conceito. O chef catalão é considerado um dos mais importantes da cozinha contemporânea.
Adotado principalmente pelos chefs espanhóis, a Cozinha Molecular vai, na verdade, além do conhecimento químico do que acontece na preparação dos alimentos. A técnica propagada pela Cozinha Molecular ainda utiliza equipamentos de laboratório para colocar em prática métodos científicos ao alcance da culinária.
O resultado são composições de alimentos que formam sabores, aromas, espumas e visuais espetaculares para deleite do consumidor. Se termos como esferificação e gelatinização e processos como texturização de azeites e combinação de proteínas por meio de enzimas parecem complicados assuntos de pesquisadores científicos, o que é preparado a partir deles pode significar sensações únicas para quem se permite provar.

Esferificação – é o processo culinário de transformar um líquido em esferas de líquido suportadas por uma membrana de gel que visualmente se parece com caviar.
Os aditivos envolvidos são sais de cálcio e alginato de sódio. 


Por outras palavras, a “esferificação” é uma técnica culinária que permite a elaboração de pequenas esferas com qualquer líquido. Para tal basta dissolver alginato no líquido que se pretende esferificar e deixar cair este (a técnica usada depende do tamanho das esferas desejadas) numa solução rica em cálcio. Forma-se imediatamente uma película externa gelificada, que contém o líquido no seu interior.
Esta técnica permite obter esferas de diferentes tamanhos: caviares (esferas de pequenas dimensões) até esferas de maiores dimensões, do tamanho de gemas de ovo, podendo introduzir-se ainda elementos sólidos dentro destas.
Estas esferas devem contudo ser preparadas apenas na altura de servir, sobretudo as de menores dimensões, pois o cálcio migra para o interior e ao fim de algum tempo toda a esfera está sólida, perdendo-se bastante o sabor do líquido que foi esferificado.
Ao tipo de esferificação anteriormente referida, chama-se esferificação directa, mas existe outro processo usado muitas vezes para as esferas de maiores dimensões – a esferificação inversa. Esta consiste em submergir um líquido rico em cálcio, ou com este adicionado, num banho de alginato. Esta técnica, de grande versatilidade, permite uma preparação antecipada, assim como a realização de esferas com produtos com elevado teor em cálcio e produtos alcoólicos.


O Alginato de Sódio é um texturante de origem vegetal, extraído de algas castanhas.
Como espessante, aumenta a viscosidade de líquidos que não contenham cálcio na sua composição. Como gelificante, tem a particularidade de gelificar em presença de cálcio (dissolução em frio com forte agitação), o que permite produzir as famosas “esferificações”, introduzidas na alta cozinha por Ferran Adriàn.
O alginato não é digerido nem absorvido pelo intestino humano, e também não é degradado pelas bactérias do tracto intestinal, comporta-se assim, do ponto de vista nutricional, como uma fibra alimentar. Isto significa que apresenta uma fraca digestibilidade e um valor energético baixo.













Gelificação – é o processo de transformar um líquido num gel sólido, cujas propriedades podem variar de suave e mole a firme e resistente.
Os aditivos envolvidos são agar-agar, carragenina, gelatina e goma gelana.


O agar é um hidrato de carbono extraído de algas vermelhas marinhas, apresentando características de espessante e gelificante, sendo tradicionalmente utilizado na cozinha asiática.

O agar tem um grande poder gelificante, muito superior ao da gelatina, apresentando a capacidade de formar géis em concentrações muito baixas. Permite a elaboração de gelatinas quentes.
O agar não é digerido nem absorvido pelo intestino humano, e também não é degradado pelas bactérias do tracto intestinal, comportando-se assim, do ponto de vista nutricional, como uma fibra alimentar. Isto significa que apresenta uma fraca digestibilidade e um valor energético baixo.

As carrageninas são hidratos de carbono produzidos por algas vermelhas da familia das Rhodophyceae.
As carrageninas são utilizadas como agentes gelificantes, suspensores e espessantes.
Estes texturantes não são digeridos nem absorvidos pelo intestino humano, e também não são degradados pelas bactérias do tracto intestinal, comportando-se assim, do ponto de vista nutricional, como uma fibra alimentar. Isto significa que apresenta uma fraca digestibilidade e um valor energético baixo.
Dissolução e Gelificação:
Para dissolver – Dispersar em água fria. Ferver até dissolver completamente.
Para gelidificar – Deixar arrefecer até solidificar.
Aplicações: Cremes; géis enformados; géis elásticos em sinergia com outros texturantes.
É formado por gluconolactado de cálcio, que proporciona um produto rico em cálcio, ideal para a técnica da esferificação directa e inversa e que não introduz nenhum sabor ao alimento com que se trabalha.
Apresentação em forma de pó, sendo solúvel em frio.






  










Emulsificação – é o processo de transformar um líquido numa espuma suave.                 
O aditivo utilizado é a lecitina de soja.

















Espessamento – é o processo de aumentar a viscosidade de uma solução líquido/sólido sem alterar nenhuma outra propriedade.
O aditivo a utilizar é a Xanthan Gum.






Efervescência – é a fuga de gás de outro corpo e a espuma e o estalido que resultam da explosão do gás. Um exemplo comum são as bebidas gaseificadas.
O aditivo utilizado é o Popping Sugar.









Transformação – Existem vários tipos de transformações. A maltodextrina é um açúcar que vai tornar qualquer líquido gordo como o azeite, toucinho ou chocolate fundido em pó.














A transglutaminase é uma enzima frequentemente chamada de “meat glue” que irá tornar a comida rica em proteínas (por fixação das mesmas).











A albumina é clara de ovo desidratada. A albumina permite unir as moléculas de gordura com as de água e facilita a incorporação de ar nas misturas.

É frequentemente usada por praticantes de musculação como uma fonte proteica de fácil acesso (baixo custo) e boa qualidade (boa variedade dos aminoácidos que a compõe).
Utilizações: Merengues, Mousses, Semifríos, Emulsões




 



Isomalte é um açúcar modificado, produzido a partir de beterraba, obtido através de processos químicos. É um açúcar com propriedades diferentes do açúcar normal – sacarose; tem um índice calórico menor, pois só parte é degradada pelo organismo e é menos higroscópico (absorve pouca água), sendo que a sensação na boca é de um açúcar menos doce. Deve ser consumido com alguma moderação (menos de 50g por dia), visto que o organismo não o absorve totalmente, pode tornar-se num laxante.

Assim a vantagem do uso deste açúcar que derrete a 180ºC, pouco higroscópico é de poder ser trabalhado, produzindo caramelos mais estáveis, mais duros e incolores (podendo no entanto ser corados com corantes próprios para açúcar). Desta forma é possível produzir através de várias técnicas “corais”, “meteoritos” com recheios líquidos ou autênticas peças de joalharia!




 



Sifão multifuncional para as cozinhas profissionais. Para preparação de espumas quentes e frias, molhos, sopas cremosas, assim como chantilly e outras sobremesas.


Tem um sistema de fecho que contribui para cumprir com as regras do sistema de controlo HACCP.

Instruções de utilização

1. Encha o sifão (tenha em conta a capacidade máxima)      
2. Coloque uma carga para natas iSi no porta-cargas. O sistema iSi garante a máxima qualidade. Nos seus sifões iSi, utilize apenas cargas para natas originais iSi.  
3. Enrosque a carga para natas iSi com o porta-cargas.       
4. Agite a garrafa energicamente (no caso de natas frescas, 3 vezes, e no caso de natas ligeiras ou de longa duração com um conteúdo mínimo de > 30%, até 10 vezes), retire o porta-cargas tire a carga vazia.         
5. Coloque o aparelho com a cabeça para baixo (com o bico de decoração na posição vertical) e dosifique porção a porção, sem agitar entre as porções.   
6. Esfrie na posição vertical ou horizontal, ou mantenha quente em banho-maria até ao máximo de 75ºC




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Atentamente e Venerador 

Jorge_Palma25@hotmail.com
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