domingo, 17 de agosto de 2014

Liderança e gestão de equipas



Designação da UFCD: Liderança e gestão de equipas

Código: 4216

Carga Horária: 50

Objetivos:

Liderar, Organizar e gerir equipas de trabalho.

Método de avaliação:

2 Testes de avaliação e dois trabalhos individuais.







Liderança e gestão de equipas




Dentro das temáticas dadas do Módulo de, Liderança e Gestão de Equipas de 50 horas, compreendi através de várias explicações e conceitos dados e abordados pela Formadora Maria Magalhães, que, a liderança, é uma forma de influência. Logo, no meu parecer, a influência é uma transacção interpessoal, em que uma pessoa age para modificar ou provocar o comportamento de outra pessoa, de maneira intencional.
Compreendi que a liderança está associada também a estímulos, incentivos e impulsos que podem provocar a motivação nas pessoas para a realização de uma missão, da visão e dos objectivos de uma dada empresa.
Devo salientar que, o nível de motivação, varia entre as pessoas através do tempo e do espaço e, as variações dos indivíduos, em função do momento e da situação. Talvez, na minha próxima formação, tente descobrir cientificamente estas diferenças e variações individuais de cada pessoa.
Por outro lado, considero-me um Líder Autoritário e bem-sucedido, isto comprovou-se em contexto prático, em que dois formadores de cozinha/pastelaria deixaram-me liderar, por várias vezes, a vasta equipa de formação aqui no Restaurante.
Designei todas as técnicas para a execução das tarefas a serem elaboradas por cada grupo, sempre com uma postura assertiva e dominadora.
Já no caso de um outro elemento da turma, houve sempre um pequeno turbilhar, pois estes, enquadram-se mais no tipo de liderança liberal.
O Líder Autoritário - Fixa as directrizes sem a participação do grupo e determina as técnicas para a execução das tarefas. Designa a tarefa a ser elaborada por cada membro. É dominador e provoca tensão. Tem uma postura essencialmente directiva. Este líder é pessoal que nos elogia, quer em críticas que faz.
As consequências deste tipo de liderança relacionam-se com a ausência de espontaneidade e de iniciativa por parte dos liderados, assim como, a ausência de amizade.
O trabalho só se desenvolve na presença do líder visto que na sua ausência o grupo produz pouco e tende a indisciplinar-se expandindo sentimentos recalcados.
No Líder Liberal - Não há imposição nem regras. Não se impõem ao grupo. Os liderados têm liberdade total para tomar decisões. O líder tem participações mínimas. Os elementos do grupo tendem a pensar que podem agir livremente, não esperam nada daquele líder.
Este é frequentemente considerado o pior estilo de liderança, pois reina a desorganização, a confusão, o desrespeito. A falta de alguém que determine funções e resolva conflitos.
Já o Líder Democrático - É o grupo em conjunto que define as técnicas e funções para atingir os objectivos.
Todos participam nas decisões. As directrizes são decididas pelo grupo. Havendo contudo o predomínio da voz do líder. O Líder democrático quando critica ou elogia, limita-se aos factos, é objectivo, promove o bom relacionamento e a amizade no grupo, tendo por consequência um ritmo de trabalho produtivo. O comportamento deste líder é essencialmente de orientação e apoio. Origina grandes qualidades de relações a nível interpessoal e em termos de produção.
No caso da Motivação - A liderança deve preocupar-se com a motivação do liderado. Assim, vale a pena reflectir saber algumas técnicas e princípios da motivação que podem impulsionar a produtividade e o bom ambiente em grupo.
- A aprendizagem cooperativa é mais interessante e motivante que a individualista que implica um meio nível de competição.
- Organização flexível que aumenta a motivação
- As tarefas criativas por oposição às repetitivas
- Coaching
Porém, aprendi e relembrei algumas temáticas com a Formadora Maria Magalhães, sobre as Teorias de Organização Cientifica de Taylor, Fayol, e Henri Ford.
A Revolução Industrial, ainda que numa fase posterior, traz consigo o aparecimento de um novo tipo de produção – a produção em série.
As empresas, de dimensão cada vez maior, inseridas numa economia de mercado concorrencial, necessitam de produzir melhor, em quantidade e qualidade, a preços competitivos. O desafio coloca-se não só a nível da sua produção, como também da organização.
Porém, a Revolução industrial acarreta também fortes movimentos sociais, originando uma forte exploração do trabalhador e a desumanização do trabalho.
É neste contexto que surgem as Teorias da Organização Científica. Organizar o trabalho dentro da empresa foi o objecto de estudo para vários pensadores que tinham como fim encontrar soluções para os trabalhadores e aumentar a produtividade do trabalho.

OS PRINCÍPIOS DA GESTÃO CIENTÍFICA – Frederick Winslow Taylor (1856-1915)
As modernas práticas de gestão tem as suas origens nesta teoria que surgiu no início do séc.XX. Taylor, nasceu no seio de uma abastada família de Filadélfia, desapontou os seus pais por ter ido trabalhar numa metalúrgica.
Perante as fracas melhorias na produtividade dos trabalhadores, o jovem Engenheiro sugeriu que o problema residia mais nas práticas de gestão do que na força de trabalho. Insistia em que os gestores deviam analisar planear e controlar a melhor forma de operar, determinada por estudos científicos.
A Gestão Científica significava para Taylor, primeiro utilizar a análise e a experiência, tal como um cientista, para descobrir o melhor método de trabalho numa actividade industrial, em segundo escolher e educar os trabalhadores para utilizarem os métodos óptimos desenvolvidos, em terceiro alcançar a cooperação entre a direcção e os trabalhadores de modo que sejam utilizados os melhores métodos para se obterem os melhores resultados para todas as partes ou seja empregados e empregadores.
De imediato surgiram opositores a esta Teoria, acusando Taylor de reduzir o Homem ao nível da máquina.
A abordagem Taylorista é explicada pela observação feita na descarga de ferro e no carregamento dos produtos finais produzidos pela Bethlehem Steel em 1898. Taylor calculou que com as ferramentas, movimentos e sequências correctas, cada trabalhador seria capaz de carregar 47,5 toneladas por dia em vez de 12,5 toneladas.
A Gestão Científica acabaria por ter impacto em todo o mundo. Chegou a Detrit em 1910 quando Henry Ford levou o seu conceito mais longe. Operando através da linha de montagem o tempo para produzir um Ford-T baixou para menos de duas horas. Na véspera da I Guerra Mundial o Taylorismo tornou-se na primeira moda da Gestão.
Apesar das críticas dirigidas ao seu pensamento a originalidade e importância do pensamento de Taylor continuam inegáveis uma vez que foi considerado o primeiro a observar o trabalho humano de forma sistemática.
Objectivos da sua Teoria:
Alcançar a extrema divisão do trabalho
Racionalizar os movimentos dos operários.
Características Principais:
Enfase nas tarefas – Depois de decompor o trabalho por fases, racionalizam-se os processos de trabalho.
Procura de benefícios – A prosperidade do trabalho só existe quando existir prosperidade na empresa e para tal é necessário produzir a baixo custo. 
A melhor maneira – Existe uma e uma só maneira para realizar uma tarefa, a maneira óptima, e essa maneira consegue-se através do estudo científico da tarefa.
Tarefas elementares – Cada trabalhador executa tarefas simples em linhas de montagem. Esta situação conduz à automatização dos trabalhadores.
Segundo esta Teoria Organizacional, os subordinados estão dependentes de vários supervisores em que cada um está limitado a um conhecimento muito restrito da tarefa a executar.
Taylor enfatiza a racionalização do trabalho do operário. Ele procura uma forma de elevar o nível da produtividade, fazendo com que o trabalhador produzisse mais em menos tempo sem elevar os custos de produção. Taylor propõe a racionalização do trabalho por meio do estudo dos tempos e movimentos, onde o trabalho devia ser decomposto. Analisado e testado cientificamente, deveria ser definida uma metodologia a ser seguida por todos os operários, com a padronização dos métodos e das ferramentas. Os operários deveriam ser escolhidos com base nas suas aptidões para a realização de determinadas tarefas.
Enquanto Taylor, se preocupou com a racionalização do trabalho dos operários, Fayol desenvolveu um conjunto de princípios de administração a aplicar à gestão de empresas, desenvolvendo a Teoria Clássica da Administração.
Henry Fayol defende a Departamentalização da Empresa, criando um modelo baseado em seis funções
•        Produção
•        Comercial;
•        Contabilidade;
•        Gestão;
•        Administrativa;
•        Segurança.
Fayol afirmava que o êxito prendia-se não só com as qualidades pessoais, mas com os métodos aplicados. Fayol menciona a flexibilidade administrativa baseada também na experiência e em conhecimentos tácticos como também em saberes teóricos e posturas rígidas no planeamento e execução do trabalho.
Para aclarar o que sejam as funções administrativas, Fayol define o acto de administrar como sendo:
•        Prever: visualizar o futuro e traçar programa de acção;
•        Organizar: constituir o duplo organismo material e social da empresa;
•        Comandar: dirigir e orientar o pessoal;
•        Coordenar: ligar, unir os actos e esforços colectivos;
•        Controlar: verificar que tudo corra de acordo com as regras estabelecidas.
Dentro da hierarquia organizacional, Taylor e Fayol partem de pólos opostos. Taylor tinha uma visão racionalista e mecanicista em relação aos empregados. Segundo ele, era possível medir o tempo necessário para execução de cada uma das tarefas, e com isso, determinar um padrão para todos os trabalhadores.
Para Fayol, os princípios de administração eram mais flexíveis. Ele prezava o factor humano, sempre presente nas organizações. Fayol definia a harmonia entre os empregados, incentivos materiais e salariais, ou seja, enquanto a Administração Científica se preocupava com a divisão do trabalho no nível do operário, fragmentando as suas tarefas, na Teoria Clássica preocupava-se com os órgãos que compõem a organização.
Fayol, defende uma hierarquia dentro de uma organização, ou seja, temos duas classes, os que têm capacidades técnicas, os quais definimos como trabalhadores ou operários; e aqueles que têm capacidades administrativas, que são as chefias.

A época do Fordismo
Após a Revolução Industrial surgem grandes empresas das quais se destaca o sector automóvel em que Henry Ford introduziu o trabalho em cadeia para a produção em massa do famoso «Ford T». O facto de produzir um único modelo baixava os custos e aumentava a produtividade ou seja estandardizou a produção isto é criou um modelo uniforme para que fosse produzido em série realizado através do trabalho em cadeia.
Ford aplicou o modelo organizativo criado por Taylor.
Produzia-se em série para satisfazer a «febre do consumo». Contudo, a euforia e a obsessão em produzir cada vez mais e melhor, no mais curto espaço de tempo, levou à desvalorização e desumanização de operário.

Teoria das Relações Humanas de Elton Mayo
Esta teoria surgiu nos EUA, um país cada vez mais rico, onde as pessoas adquirem cada vez mais cultura, participando ativamente na sociedade de então.
Esta teoria surgiu devido à necessidade de humanizar e democratizar a administração, centrando-se no homem enquanto pessoa, até porque neste período deu-se o desenvolvimento das ciências sociais (Sociologia e Psicologia).
A empresa passa a ser vista como uma organização de grupos sociais informais. Elton Mayo defendia que as ações e atitudes são desenvolvidas pelos contactos entre pessoas e grupos. Era importante para a organização conhecer o que motiva e influencia as pessoas. Era necessário conhecer as pessoas e os seus interesses para deste modo chegar aos objetivos da organização.
Esta teoria inspirada na psicologia, dá autonomia e confiança ao trabalhador, abrindo novas perspetivas na área da administração e a novos aspetos como a motivação, a liderança, a comunicação e a dinâmica de grupo.
Considera o trabalhador como pessoa, valoriza o trabalho humano, valoriza os grupos informais.

Teoria Neoclássica de Peter Drucker
Esta teoria surge tendo em conta as mudanças empresárias e tem por objectivo conseguir uma empresa eficaz e eficiente. Preocupa-se com a estrutura e com os resultados obtidos. Defende que toda a organização existe porque existem objetivos e para tal salienta a necessidade do gestor eficaz. Este gestor é caracterizado pela sua capacidade de administrar pela sua criatividade e empreendedorismo.
O gestor eficiente estaria no topo da administração e iria levar a organização a alcançar os seus objetivos.
Nas outras sessões, abordámos a Breve História do Trabalho desde a pré-história passando pela sociedade feudal e, acabando, na sociedade contemporânea.
Neste mesmo contexto, falou também dos Tipos de Departamentalização, em que, a departamentalização surge à medida que as empresas tornam-se maiores e envolvem actividades mais diversificadas; forçando-as a dividir as principais actividades e tarefas organizacionais e transformá-las em responsabilidades departamentais ou por divisões.
Porém, os diferentes tipos de departamentalização definem os critérios usados para agrupar as pessoas em unidades organizacionais, para que possam ser mais bem administradas pelas empresas.
Logo, no meu segundo ponto de vista, os tipos de estrutura organizacional estão interligados com a departamentalização; no meu parecer, não existe apenas um tipo de abordagem departamental que responda com a eficácia desejada a qualquer tipo de organização, por isso, é de grande importância que, cada empresa, desenvolva o seu tipo de departamentalização mais adequado às suas características e necessidades específicas.
Contudo, destaco, as Organizações que foram abordadas em aula:
Organização Linear; Organização Funcional e Organização Linha-Staff.
Para compreender a organização formal ou seja, as suas características básicas de divisão do trabalho, especialização, hierarquia, distribuição de autoridade e de responsabilidade e o seu racionalismo, devemos de o fazer através da comparação dos três tipos tradicionais de organização.
Cada empresa tem a sua própria organização em função dos seus objetivos, do seu tamanho, da conjuntura que atravessa, da natureza dos produtos que fabrica ou dos serviços que presta. Não há duas empresas idênticas, muito embora existam certos princípios e tipos básicos que são utilizados como diretrizes no estudo da organização empresarial. Assim, todas as empresas, desde as que se dedicam à produção de bens ou à prestação de serviços, possuem uma organização própria, específica e individual.
Podemos definir três tipos tradicionais de organização:
1. Organização Linear
A organização do tipo linear constitui a forma estrutural mais simples e mais antiga. Tem a sua origem na organização dos antigos exércitos e na organização eclesiástica dos tempos medievais.
A denominação linear deve-se ao fato de que, entre o superior e os subordinados, existem linhas diretas e únicas de autoridade e de responsabilidade. É uma organização simples e de conformação piramidal, onde cada chefe recebe e transmite tudo o que se passa na sua área, uma vez que as linhas de comunicação são rigidamente estabelecidas. É tipicamente uma forma de organização encontrada nas pequenas empresas ou nos estágios iniciais, pois as funções básicas ou primárias geralmente aparecem em primeiro lugar e passam a constituir o fundamento da organização.
2. Organização Funcional
 A organização funcional é o tipo de estrutura organizacional que aplica o princípio funcional ou princípio da especialização das funções para cada tarefa.
Os dirigentes de indústria notaram que, à medida que o negócio crescia e se desenvolvia, a empresa entrava no campo da competição e da produção em massa aumentando, consideravelmente, a necessidade de se contar com órgãos especializados capazes de propiciar inovações rápidas e substanciais. Essa flexibilidade indispensável à organização competitiva e inovadora é um dos pontos fracos da estrutura linear.
3. Organização Linha-Staff
O tipo de organização linha-staff é o resultado da combinação dos tipos de organização linear e funcional, procurando incrementar as vantagens desses dois tipos de organização e reduzir as suas desvantagens. Na organização linha-staff há características do tipo linear e do tipo funcional reunidas para proporcionarem um tipo organizacional mais completo e complexo.
Nesta organização, existem órgãos de linha (órgãos de execução) e de assessoria (órgãos de apoio e consultoria) mantendo relações entre si. Os órgãos de linha caracterizam-se pela autoridade linear e pelo princípio escalar, enquanto os órgãos de "staff" prestam assessoria e serviços especializados.
Com esta matéria dada, sinto-me preparado para liderar, motivar, comandar controlar e opinar com grandes capacidades de escuta activa, tanto como representante das empresas ou, como um futuro chefe de cozinha.
E por aqui me fico loool

Atentamente e Venerador


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