sexta-feira, 3 de abril de 2015

Controlo de custos na gestão de Food & Beverage





Designação da UFCD: Controlo de custos na gestão de Food & Beverage

Código: 7019

Carga Horária: 50 horas

Objectivos:

Relacionar as operações de F&B com as outras áreas da unidade hoteleira, de modo a ajustar o serviço aos seus objetivos comerciais.
Aplicar os princípios de gestão da produção e venda, tendo em conta diferentes indicadores de gestão.
Calcular os custos de produção e receitas, o ponto de equilíbrio das vendas e o orçamento de F&B.
Aplicar os procedimentos e processos relacionados com o controlo de custos, a aquisição e receção das compras e a gestão do inventário.
Analisar as operações de F&B e avaliar os respetivos resultados.

Método de Avaliação:

2 trabalhos individuais, 1 trabalho em grupo, 2 fichas técnicas detalhadas, uma apresentação em power-point e uma ficha de avaliação.









Controlo de custos na gestão de Food & Beverage




Ao longo desta formação do módulo de Controlo de gestão de Food & Beverage e do módulo de Controlo de custos na gestão de Food & Beverage com cerca de 100 horas aprendi que, a gestão de Food &Beverage, consiste em controlar ao máximo os custos e, por sua vez, os seus lucros.
Assim sendo, devo ter um maior controlo possível de tudo o que adquirimos em géneros alimentícios e processa-mos, vende-mos, para tal, terei de criar ferramentas capazes de satisfazer os meus objectivos e os do hotel ou restaurante, objectivos esses que vão desde as requisições internas e externas, fichas técnicas, inventários mensais e anuais, de materiais e produtos até a avaliação da acção propriamente dita.
Ora, esta avaliação será feita com a avaliação das minhas ferramentas, com a análise e interpretação de resultados a fim de atingir os objectivos pré- estabelecidos. E é no economato que tudo se encontra distribuído por um organograma de cada função, para que eu possa controlar toda a sua avaliação.

O Economato, nada mais é que um espaço reservado na unidade para arrecadações de mercadorias, frescas, secas, congeladas, maquinas, produtos alimentares, detergentes, e afins.
A responsabilidade do economato encontra-se entregue ao Ecónomo, sendo este que, recepciona todas as mercadorias, acondiciona-as e, entrega, todas as requisições desse dia.
De uma maneira mais simples de o dizer, as requisições, são documentos de carácter interno (utilizados nas empresas de forma uniformes por todas as secções) ou de carácter externo (notas de encomendas, pedidos a fornecedores, entre outros).
Devo dizer que, estas requisições, são de extrema importância, pois controlam tudo o que foi pedido, entregue, devolvido, assim como, são o ponto de partida para a gestão do serviço hoteleiro.
Por outro lado, as requisições apresentam-se através de variadíssimas formas, de acordo com a unidade ou negocio, no entanto, devem ser uniformizadas entre as secções, assim como, em todas as unidades.
De uma forma mais simplista e significativa, as requisições podem ser de produtos, serviços, materiais, e afins.
O mais importante será serem sempre preenchidas de forma a controlar tudo o que sai do meu economato.
Contudo, o economato é a principal secção abastecedora e responsável pela recepção/armazenamento e distribuição de todas as mercadorias das unidades hoteleiras ou restauração. E é nesta secção que se verifica a entrada de toda a gama de géneros alimentícios e afins, e que controlam a saída dos mesmos, para as outras secções.
Porém, as entradas são controladas por meio de notas de encomendas, notas de crédito ou facturas; e, as saídas, por meio de requisições dos diversos sectores, como o já tinha referido acima.
É nesta secção que compete zelar pela boa conservação (HSA) dos géneros alimentícios adquiridos ou em stock, mesmo que em alguns casos se tenha de solicitar a colaboração de secções consumidoras e transformação, pelas bebidas, artigos de higiene e limpeza, artigos de manutenção, material de escritório e reserva de material de exploração (loiças, talheres, vidros, roupas e equipamentos diversos).






A armazenagem desta diversidade de produtos, de natureza diversa, necessita de condições específicas, pelo que é essencial a existência de divisões próprias para o efeito.
Concluo então que, o economato é o responsável por tudo o que diga respeito às mercadorias, desde as compras até à distribuição pelos diferentes pontos de produção, tendo em conta a sua organização, controle e gestão de todos os processos na unidade hoteleira.
Devo dizer que, as fichas técnicas, digamos que são a ferramenta mais importante para a gestão de Food & Beverage.
Através delas posso saber:
As receitas
As Quantidades
  Os Custos unitários
O Custo total
  O Food Cost
O Rácio
  Os Preços de vendas sem iva
Os Preço de venda com iva
Os Nomes dos pratos
As Quantidades a que se destina esse mesmo prato
A Família de ficha técnica
Para tal, devo ter o máximo de cuidado na sua elaboração.
Estas fichas técnicas, assim como, as requisições apresentam diversas formas, como tal devo optar por um formato que satisfaça as necessidades nas unidades Hoteleiras.

 
jorge_palma25@hotmail.com



Preço de custo = quantidade X preço unitário

Custo = soma de todos os preços de custo

Margem de segurança = custo total + a percentagem aplicada

Custo total = ao resultado do custo com a margem de segurança

Preço unitário = custo total / pelo numero de pessoas

Preço de venda sem iva = preço unitário X coeficiente aplicado

Preço de venda com iva = preço de venda sem iva + a taxa de iva em vigor

Food Cost = preço unitário / preço de venda sem iva X 100

Conforme se vê na ficha técnica, o Coeficiente corresponde ao número de vezes que multiplicamos o preço unitário para acharmos o preço de venda.
Normalmente utiliza-se um coeficiente 3 que significa que multiplicamos por 3 o preço unitário sendo que 1 vez é para o nosso custo, 1 vez para os custos de pessoal, luz, água, etc… e mais 1 vez para um novo investimento, quando assim é, o nosso Food Cost será de 33%.

O Food Cost é nada mais nada menos que a percentagem que nos indica o impacto do custo sobre o nosso lucro.
Em hotelaria estipulou-se que os 33% indica que nem ganhamos nem perdemos, ou seja, se multiplicarmos por 3 o nosso custo a terceira parte será para um novo investimento, não devendo ser entendida como lucro, mas como forma de novo investimento, sempre que possível deveremos utilizar um coeficiente superior a 3 pois ai está o nosso real lucro, acima do investimento.
Sendo assim, poderá pensar que um prato de food cost 33% não será viável, isto não será de todo verdade visto que pode ser um prato de muita procura, ou seja, um sucesso de vendas, cabe-nos a nós de tentar baixar o preço de custo sem nunca desprezar a qualidade de forma o tornar esse prato realmente rentável.

Em relação ao Menu Engineering, esta ferramenta é utilizada para avaliarmos uma carta de restaurante, ou seja, um conjunto de fichas técnicas (porque todas as cartas são compostas por receitas, que por sua vez são feitas fichas técnicas para avaliarmos custos e encontrar-mos o preço de venda como já falei anteriormente)
Com esta nova ferramenta pretendemos saber quais os pratos mais populares e quais os mais rentáveis, para tal deveremos relacionar os seguintes factores:

Custo

Procura

Margem de lucro

Preço de venda

Por outras palavras, vou utilizar os resultados das fichas técnicas com os resultados das vendas reais em restaurante (o numero de pratos vendidos).
Devo avaliar separadamente cada família da carta (entradas, sopas, peixes, carnes, sobremesas…)
Cálculos:

Popularidade  = número de unidades vendidas / total de unidades vendidas

Custo ficha técnica = preço unitário da ficha técnica

Preço de venda = preço de venda sem iva da ficha técnica

Lucro do produto = preço de venda – o preço de custo

Custo total = nº de unidades vendidas X preço de custo

Total de lucro bruto = nº de unidades vendidas X preço de venda

Total de lucro limpo = total de lucro bruto - total de custo

Categoria de lucro
Esta poderá ser maior ou menor (+ ou -)

Categoria de popularidade
Também poderá ser maior ou menor (+ ou -)

Para encontrarmos estes valores fazemos um teste de lógica
1. Encontramos uma média de lucro limpo (total de lucro limpo / total de unidades vendidas)
2. Efectuamos o teste de lógica dizendo (se o lucro limpo for menor que a media de lucro limpo então atribuímos menos (-) se for maior atribuímos mais (+)
3. Com a mesma média de lucro relacionamos o custo dizendo; se o total de custo for menor que a média de lucro atribuímos menos (-) se for maior atribuímos mais (+)
4. Por fim relacionamos os dois resultados

Os inventários são uma importante forma de controlo de tudo o que nos fica em stock, com isto podemos relacionar com as nossas vendas e as nossas compras de forma a obter um rácio de cozinha, ou seja, depois de contabilizar o nosso inventario (contar tudo e pesar) vamos valorizar o mesmo, para tal multiplicamos cada produto de inventario pelo seu preço de custo.
 Exemplo:

 Açúcar em stock (inventário) temos 5 kg, o preço de kilograma é de 0,50€ sem iva então temos um total em inventário de 2,50€

 De seguida vamos ver o total facturado sem iva de comidas (só comidas sem bebidas, este deverá ser um rácio de bar ou restaurante)
 Exemplo:

Temos em inventário de um total de 1500€ e facturamos em comidas um total sem iva de 5000€
 Compras mensais de 2500 €

Rácio = total de compras do mês sem iva - inventário / total facturado X 100

Rácio = 2500€ - 1500€ / 5000€ X 100

Rácio = 20%

Com este resultado posso concluir que obtive lucro com as vendas de comida, no entanto, devo ter em atenção ao nosso inventário e tentar gastar este diminuindo as compras do próximo mês, ganhando deste modo um lucro mais real.
Se possível devo trabalhar com o stock mais baixo possível, ou seja, se o inventário for zero significa que todo o que comprei gastei, neste caso devo avaliar muito bem as nossas vendas e as nossas compras.

  

 

jorge_palma25@hotmail.com

  


Devo dizer que, nos dias de hoje, este tipo de trabalho referido acima já não se faz manualmente, excepto alguns casos, mas devemos ter um bom conhecimento no seu todo.
Agora, este tipo de serviço contábil e afins é feito por vários tipos de software à nossa escolha como se pode ver nas figuras acima e abaixo, pois este produto veio substituir as registadoras para cafés, restaurantes, serviços hoteleiros, lojas de roupa e afins, tudo através de Touch Screen ou Teclado.
Este software é uma aplicação inovadora destinada à gestão de Restaurantes, Bares, Hotéis de multiplataforma e multibase de dados que apresenta ao utilizador uma interface fácil de usar e configurar à medida das exigências do nosso negócio.
Toda a organização do Front Office deste programa é baseada em conceitos de páginas, botões e funções.
Numa altura em que cada vez mais a qualidade e a exigência dos clientes aumenta, as empresas buscam ferramentas de trabalho que lhes permitam uma melhor optimização no atendimento e serviço prestado.













1 comentário:

  1. Nota: Algumas partes deste texto foram retiradas do Manual de Gestão de Cozinha

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