
Ervas
Aromáticas - Aromatic herbs
Há um tempo atrás, eu tinha publicado
este texto sobre as especiarias aqui ( http://aspiranteacozinheiro.blogspot.pt/2015/05/especiarias-spices.html
).
Ora, como não podia deixa-lo a meio,
este é a sua continuação se bem se lembram. Contudo, este texto só vai ser
virado para os Condimentos e Ervas Aromáticas, até porque o das especiarias já
tinha sido publicado, ok.
Devo-lhes dizer, que andei um pouco
desaparecido derivado às minhas tarefas no meu local de trabalho, daí eu ter
abandonado o meu blogue por algum tempinho, mas agora, estou de volta.
Bom, para começar, as ervas aromáticas
constituem um tempero fundamental em todas as cozinhas do mundo, tendo como
objectivo principal, realçar o sabor e o aroma de determinados alimentos que
confeccionamos.
A utilização das ervas aromáticas
perde-se com o início da civilização, havendo registos que testemunham o seu
cultivo e uso na alimentação no Egipto, na Grécia, em Roma, na Arábia, etc.
Hoje em dia, as ervas aromáticas são “
essências” de consumo generalizado em todo o mundo.
Nas ervas aromáticas o mais importante,
além da correcta relação com os alimentos e ervas adequadas, é o seu aroma
característico; a sua fragrância deste tipo de plantas é efémera, desaparece
rapidamente com acção do calor. Sendo esta a razão pela qual só se adicionam
aos alimentos quando estes estiverem quase prontos.
Através de vários documentos científicos
e testados por mim nas confecções, este tipo de ervas também são um bom
substituto do sal para prevenir vários males à saúde pública. Hoje em dia,
muitas pessoas como eu, substituem o sal pelas ervas aromáticas não só para
prevenir excessos de sal, como também, são usados para odorizar, dar melhor
sabor, colorir e ressaltar os pratos na sua decoração.
Porém, vou citar alguns dos termos
técnicos usados no meu vocabulário do dia-a-dia.
“Bouquet
garni”: é um conjunto de vegetais frescos
inteiros, arranjados em buquê. Fazem parte deste grupo: a salsa, o tomilho e o
louro, podendo ainda permitir a presença do aipo e do alecrim.
“Fines
herbes”: neste conjunto, os vegetais: salsa,
cerefólio, estragão e a cebolinha verde são apresentados picados, podendo ser
frescos ou secos.
“Herbes
de Provence”: Trata-se de uma mistura de ervas
originárias do Sul de França, são empregues em estufados, tomates, pizzas, ou
nos grelhados.
. Orégãos
. Segurelha
. Tomilho
. Alecrim
. Manjerona
“Floreiras
de aromáticas”: Hoje em dia, poucas pessoas podem se
dar ao luxo de ir até o quintal e colher verduras, legumes e ervas na hora do
preparo das refeições. Nas grandes cidades, o jeito é recorrer aos produtos de
supermercados e feiras.
E porque não ter em casa uma hortinha de
temperos? É mais simples do que se imagina, e não é preciso reservar espaços
muito grandes. Qualquer cantinho, desde que seja arejado e com alguma
incidência de sol, funciona bem: pode ser varanda, terraço, quintal, ou até uma
simples floreira. É só comprar os equipamentos e as mudas de ervas e colocar
mãos à obra!
Congelar
“ervas”: A congelação conserva a cor, o aroma e
maior parte do valor nutritivo das folhas frescas e novas.
Hoje em dia é a maneira mais vulgar de
se conservarem as “ervas” culinárias, porque é um processo prático e rápido.
Além disso, é um método muito mais satisfatório para a conservação das folhas
das “ervas” culinárias mais delicadas, como as do funcho, cerefólio, salsa,
manjericão, estragão e cebolinho. Antes de congelar, lavar, se necessário e
agitar até secar.
Em alternativa, colocar folhas
picadinhas nos cubos de gelo e tapar com água. Em média cada cubo de gelo leva
uma colher de sopa de “erva” picada e uma colher de sopa de água, o que é uma
quantidade boa para cozinhar.
“Folhas
e flores comestíveis”: Na Antiguidade, mais propriamente
por volta do ano 140 a.C., No Médio Oriente e Extremo Oriente, as flores de
roseira e da laranjeira já eram usadas. Na região Mediterrânea, as flores de
courgette recheadas há muito que são fritas ou grelhadas para servir como
entrada.
Flores na alimentação
• Cravo
• Violeta
• Amores-perfeitos
• Borragem - guarnecer bebidas e sopas.
• Frésia - infusão com açúcar
• Ervilha de Cheiro - pratos de vegetais
• Rosa – guarnição
• Margaridas - omeletas, queijos,
soufflés, terrinas.
• Chagas - aromatizar azeite
• Madressilva - aromatizar bolos,
sorvetes e refrescos
• Lírio-Vermelho - aromatizar sopas,
“Condimento”:
A palavra condimento provém da palavra latina “ Condire “, que queria dizer
conservar. Assim na Idade Média o hábito de condimentar era interpretado como a
maneira de conservar os alimentos - os molhos eram muito temperados.
Condimentos
Acres:
Alho
Cebola
Alho francês
Rábano
Condimentos Salgados:
Sal marinho
Sal-gema
Glutamatos de sódio
Salitre
Etc...
Condimentos
Doces:
Açúcar de cana
Açúcar de beterraba
Mel
Adoçantes sintéticos (sacarinas)
Etc...
Condimentos
Ácidos:
Sumo e zestes de limão, toranja, laranja
Mostardas de Dijon, doces e
aromatizadas, etc...
Vinagres, simples ou perfumadas
Pickles, cornichons, alcaparras, etc...
Condimentos
Agri-doces:
Chutneys de manga, maçã, etc...
Ketchup
Molho worcestershire
Molho de soja
Etc....
Condimentos
Gordos:
Manteigas simples e compostas
Margarinas
Óleos simples e perfumados
Azeite simples e perfumados
Condimentos
Alcoólicos, Vinhos e Licores:
Cognac, Armagnac, Calvados, Rhum,
Kirsch, etc....
Porto, Madeira, Moscatel, Vinhos brancos
e tintos, etc....
Grand Marnier, Cointreau, etc...
Molho
Worcestershire - condimento inglês feito á base de
vinagre de malte, melaço, chalota, alho, tamarindo, cravinho, essência de
anchovas e extracto de carne.
Molho
de Soja - condimento de base no Sudoeste Asiático
e no Japão.
Chamado de “ shoyu “ no Japão e de “
jiang yong “ na China, este molho é obtido a partir de soja, de trigo, de água
e de sal.
Sal
condimentado: O sal é importante na alimentação, mas
em excesso é um impulsionador de graves doenças, como tal é importante reduzir
o seu consumo. Para isso é necessário substituir o sal por “ervas” aromáticas
que fazem o mesmo efeito de intensificar o sabor dos alimentos sem prejudicar a
nossa saúde. Fazer o nosso próprio sal condimentado permite escolhermos as
“ervas” que nos agradam mais, é simples e muito prático. Ao adicionarmos
condimentos, vamos reduzir a quantidade de sal utilizada quase a metade.
Sal
condimentado para carne:
Vaca – manjericão, louro, cerefólio,
semente de levístico, manjerona, hortelã, orégãos, salsa, hortelã-pimenta, alecrim,
salva, segurelha, estragão, tomilho.
Cordeiro – manjericão, cerefólio,
cominhos, aneto, erva-cidreira, semente de levístico, manjerona, hortelã,
salsa, alecrim, segurelha, tomilho.
Porco – cerefólio, coentros, funcho,
sementes de levístico, manjerona, alecrim, salva, segurelha, tomilho.
Fígado – manjericão, aneto, manjerona,
salva, estragão.
Sal
condimentado para caça e aves:
Veado – louro, semente de levístico,
alecrim, salva, segurelha, manjerona.
Coelho – manjericão, louro, semente de
levístico, manjerona, alecrim, salva.
Pombo – alecrim, tomilho.
Galinha – cerefólio, cebolinho, funcho,
erva-cidreira, manjerona, hortelã, salsa, segurelha, estragão, tomilho.
Pato – louro, alecrim, salva, manjerona,
estragão.
Peru – salsa, salva, manjerona, estragão,
tomilho.
Sal
condimentado para peixe:
De um modo geral - Salsa, manjericão,
louro, cerefólio, cebolinho, aneto, funcho, erva-cidreira, tomilho limão,
levístico, manjerona, hortelã.
Peixe assado ou grelhado – todas as
anteriores, segurelha, estragão, tomilho.
Peixe oleoso – funcho, aneto.
Salmão – manjericão, louro, cerefólio,
cebolinho, aneto, manjerona, alecrim, estragão, tomilho.
Azeite
aromatizado: O Azeite aromático é uma forma
diferente de usar “ervas” e especiarias. Muitos chefes utilizam esse tipo de
recurso para obter resultados especiais nas suas receitas.
Existem no mercado já uma grande
variedade de azeites aromatizados, entre eles: baunilha fresca, com sabor
exótico para saladas, massas, ovos, arroz, peixe e verduras;
Pimentas
para peixes, mariscos, crustáceos, verduras e
arroz;
Pau
de canela para carnes, aves, frutas frescas;
Azeitonas
pretas para saladas, queijos, verduras e peixes, entre
outros sabores exóticos, e das mais diversas “ervas”, podendo ser feitos
azeites aromatizados com uma só espécie ou com mais, dependendo do paladar que
se quer implementar e os pratos a que se destinam, podendo ser considerados
doces ou não doces.
Não
doces:
Manjericão, Alho, Funcho, Manjerona,
Hortelã, Alecrim, Estragão, Tomilho, Segurelha.
Doces:
Alfazema, Lúcia-lima, Pétalas de rosa.
Vinagre aromatizado: Do vinho que todos
apreciamos, um outro produto é também obtido: o Vinagre. Mas afinal o que é o
vinagre? As primeiras aplicações que se lhe conhecem foram como bebida,
raramente só e, de preferência misturada com água, devido sem dúvida às
propriedades refrescantes que todos os líquidos relativamente ácidos têm.
Sempre foi utilizado como condimento e, pelas suas propriedades anti-sépticas,
já na antiguidade era utilizado na conservação dos alimentos.
“Ervas”
para vinagres: Manjericão, Louro, Cerefólio, Aneto,
Funcho, Alho, Cidreira, Manjerona, Hortelã, Alecrim, Segurelha, Estragão,
Tomilho, Laranja e Limão.
Alecrim
(Rosmarinus officinalis) O alecrim apresenta um
sabor doce e fresco. O alecrim é obrigatório num jardim aromático pela sua
beleza e perfume, o solo pode ser pobre pois não é uma planta exigente em
matéria orgânica. Nos usos culinários é apreciado na preparação de marinadas de
carne (carne de porco e borrego), aromatizar a água da cozedura de massas,
batatas, arroz, molhos de tomate, saladas, manteigas aromatizadas.
Fortemente aromático, quente e
apimentado. Tradicionalmente utilizado em problemas de anorexia, falta de
memória, digestões lentas, flatulência e também como activador da circulação e
anti-inflamatório. Esta aromática folha resinosa ajuda a fazer a digestão das
gorduras e, tradicionalmente, salpica-se o borrego e o porco assado com ela,
também se adiciona às costeletas, pombo, enchidos de carne, patés, recheios e
peixe.
Esmigalhar as folhas secas e cortar as
frescas, e retirá-las antes de servir, pois podem ser rijas. Quando queimado
pela casa, elimina os cheiros dos cozinhados. É uma planta perene que necessita
de sol e é utilizada como Aromática, Medicinal e Condimentar.
O
aipo cresce até uma altura de 40 cm, é composto por
caules de folhas, dispostos numa forma cónica sob uma base comum, com um sabor
ligeiramente salgado. Um único caule é o suficiente para condimentar os
alimentos, porque o seu óleo possui um aroma muito forte, que se mistura aos
alimentos durante a confecção. Em termos nutricionais é uma excelente fonte de
vitaminas (A, B1, B2, B5, C, E), magnésio, potássio e ferro.
Usa-se em Sopas, saladas, carne
(estufada, guisada ou cozida).
Alho
(Allium sativum) Um aroma forte para todos os pratos
condimentados, frios ou quentes. Esfregar um dente de alho em volta das
saladeiras, para aromatizar subtilmente as saladas; juntar um ou dois dentes
aos molhos e marinadas ou fazer vinagre e azeite de alho. Amassar com manteiga e
cozer dentro do pão ou barrar a carne ou o peixe grelhados.
As suas folhas têm um sabor mais brando.
O alho devido ao facto de conter essências aromáticas é muito utilizado na
cozinha, tornando as refeições com um sabor muito acentuado. O dente de alho
pode ser utilizado esmagado, picado, fatiado.
Em termos nutricionais, fornece
vitaminas (B1, B2, C, provitamina A e E) e minerais (selénio, cálcio, iodo,
sódio e ferro). Serve para temperar refogados no geral, utilizado no tempero de
carne, peixe, hortícolas cozidos e na preparação de arroz, feijão, pizas e
sopas.
O
Alho Francês, cientificamente conhecido como Allium Porrum, está relacionado
com o alho, cebola e chalotas. Possuí um bolbo pequeno e um longo caule branco
e cilíndrico de camadas sobrepostas que flui para folhas de coloração verde,
hermeticamente seladas e lisas.
Os alhos franceses têm aproximadamente
25 cm de comprimento e de 3 a 5 cm de diâmetro. Apresentam um sabor relacionado
com o odor que emanam, uma característica que faz lembrar as chalotas, mas mais
doce e subtil. A parte comestível é a parte branca e verde clara do caule, cuja
parte mais tenra pode ser comida, mas que há medida que o alho francês
envelhece, adquire um leve sabor a madeira.
Cebolinho
(Allium schoenoprasum) O cebolinho cresce durante a
Primavera-Verão, produzindo flores atraentes e em grande número. Quando
cortada, rebenta facilmente formando novos caules. Necessita de um solo rico em
matéria orgânica e exposição solar. É uma planta vivaz, utilizada como
aromática, medicinal e condimentar.
O cebolinho fresco, cortado, dá à comida
um sabor divinal. Salpicar com ele sopas, saladas, frango, batatas, legumes
cozinhados e pratos com ovos. Misturar cebolinho cortado com manteiga, para
guarnecer a carne e o peixe grelhados. Para dar um gosto menos acentuado aos
hambúrgueres, substituir a cebola crua por cebolinho. O cebolinho congela
facilmente, mas não seca bem.
O cebolinho é uma planta bolbosa cujas
folhas verdes têm um sabor picante e devem ser adicionadas aos pratos no
momento de servir, sem serem previamente cozinhadas, uma vez que o seu aroma
perde-se rapidamente. É rico em vitaminas A e C.
A
cebola pode ser utilizada de várias formas,
como o único ingrediente ou como tempero, podendo ser ingerida crua, em
saladas, frita ou assada.
Coentros
(Coriander sativum) Planta delicada anual, como tal
deve-se semear ao longo das estações para a termos sempre disponível. Tem
necessidade de exposição ao sol e é utilizada como aromática, medicinal e
condimentar.
As folhas e as sementes têm dois gostos
diferentes. As sementes, ardentes e aromáticas, são indispensáveis no chutney
de tomate e no caril. Dão também um gosto excelente aos legumes, sopas, molhos
e biscoitos. As folhas, com o seu aroma intenso e penetrante, ficam deliciosas
nas saladas, com legumes e com aves.
As folhas frescas são ricas em ferro e
vitamina C. Possui quatro vezes mais caroteno do que a salsa e três vezes mais
cálcio do que esta.
O
Endro - Podem ser usadas as suas folhas frescas
ou as suas sementes que conferem um sabor forte, picante e apetitoso aos
alimentos. Apresenta quantidades de ácidos gordos importantes para o bom
funcionamento das funções cognitivas e cardíacas e compostos fenólicos.
Usado na preparação de arroz, sopas,
saladas, peixes.
Equinácea
(Echinacea purpurea) A equinácea é excelente como
ornamental, pois é uma planta de alto porte e de floração prolongada. Como flor
de corte é excepcional e dura bastante tempo.
É uma planta que se dá ao sol é vivaz e
é utilizada apenas como medicinal.
A raiz tem um aroma específico e
mastigá-lo provoca a dormência na boca. Usam-se a raiz e o rizoma, e
ocasionalmente as partes aéreas, que contêm um óleo volátil, glicósidos,
polissacáridos e uma resina.
De sabor muito agradável,
tradicionalmente utilizada como estimulante do sistema imunitário, aumentando a
resistência do organismo às infecções, como constipações, gripes e o vírus do
herpes, favorecendo a cicatrização de feridas.
Erva-cidreira
(Melissa officinalis) A erva-cidreira prefere solos
ricos em matéria orgânica, locais húmidos e sombrios. É uma planta vivaz
utilizada como aromática, medicinal e condimentar. Com um agradável aroma a
limão, esta planta é tradicionalmente utilizada como sedativa, digestiva e
contra a flatulência.
As folhas podem ser misturadas frescas
nas saladas ou usadas para fazer um agradável chá de “ervas” e para dar um
sabor de limão ao chá indiano. Adicionar generosamente ao molho branco do peixe
e espalhar por cima do frango, antes de o pôr a assar. As folhas finamente
cortadas dão um doce gosto a limão à maionese, molhos, recheios, saladas de
fruta e leite-creme. Congelar em cubos de gelo, para pôr nas bebidas.
Estragão
Francês (Artemisia dracunculus) É uma planta que
prefere sol/meia sombra, é vivaz e utilizada como aromática, medicinal e
condimentar. Uma erva com bonitas folhas finas, com um sabor forte mas subtil e
um leve aroma a anis. Se a cultivar, assegure-se de que se trata da variante
francesa, pois a russa cresce prolificamente mas não tem o mesmo sabor.
O estragão é famoso pela sua aplicação
em frangos, manteigas, ovos e peixe, mas também pode ser usado na carne e peças
de caça e em tempero de saladas, e para aromatizar vinagres de vinho, maioneses
e molhos como o béarnaise e o holandês. Juntamente com a salsa e o cerefólio, o
estragão é um ingrediente essencial na mistura clássica francesa de ervas.
O
funcho pode atingir dois metros de altura, possui uma raiz
carnuda grossa e ligeiramente canelada e produz flores de cor amarelo-vivo.
Tempero de saladas, preparação de pratos doces, gratinados ou refogados,
saladas, molhos, chá.
Hortelã-pimenta
(Menta x piperita) Planta que prefere solos ricos em
matéria orgânica, exposição com sol/ meia sombra, vivaz. Utilizada como
aromática, medicinal e condimentar.
Liberta um maravilhoso perfume fresco e
fortemente mentolado. Tradicionalmente utilizada em problemas digestivos, como
anti-séptica e tranquilizante suave, estimulante da secreção biliar e dos sucos
digestivos. Na cozinha liga bem com sopas, legumes e sobremesas de chocolate.
Com os seus aromas puros e intensos, as
hortelãs ajudam a fazer a digestão e podem usar-se individualmente ou
misturadas. São excelentes no molho de hortelã, xaropes, vinagre e chãs.
Ficam deliciosas em saladas de fruta e
ponches. Misturar nos bolos de chocolate e nos doces, e cozer nas massas com
uvas passas e groselhas. Cristalizar a folha para decorações doces.
Por outras palavras é uma Planta
herbácea de 25 cm a 100 cm de altura, vivaz e rústica. Essa espécie é
reconhecida pelas cores verde-escuras das folhas e avermelhadas das flores,
caules e pecíolos, e ainda pela sua maior robustez e riqueza em óleo essencial.
A hortelã também é conhecida como menta, é uma planta aromática de cheiro puro,
refrescante e de sabor intenso. As suas folhas fornecem vitaminas A, B, C e
minerais (cálcio, fósforo, ferro e potássio).
Limonete
ou Lúcia-lima (Aloysia tryphylla) Planta pouco tolerante
ao frio e que deve ser podada algumas vezes no ano para que mantenha sempre
novos crescimentos e um aspecto equilibrado e saudável. É uma planta de sol,
perene e utilizada como aromática, medicinal e condimentar.
Com um fresco e doce aroma a limão, é
tradicionalmente usado como digestivo, calmante suave e na ausência de apetite.
As folhas secas são utilizadas em infusões ou em pout-pourris, frescas em
saladas e sobremesas de fruta. Excelente a aromatizar geleias, azeites e
vinagres. Os seus rebentos verdes são óptimos alternativos para embelezar e
perfumar ramos de flores.
Louro
(Laurus nobilis) De aroma doce e balsâmico, muito
utilizado em culinária, pois auxilia a digestão. Liga bem com carne de vaca,
frango, peixe, caça e molhos. Não deve ser utilizado durante a gravidez.
O louro é melhor seco do que fresco.
Misturar com salsa e tomilho para fazer um raminho de cheiros. Pôr uma ou duas
folhas nas marinadas, caldos, patés, recheios e caril. Mergulhar uma folha de
louro na água de cozer o peixe. Colocar uma folha na caixa onde se guarda o
arroz, para lhe dar aroma. O louro também se utiliza para aromatizar os pudins de
leite. Adicionar ao princípio da cozedura e retirar antes de servir.
O loureiro é uma árvore de tronco liso,
que pode chegar até aos 10 metros de altura. Possui folhas aromáticas,
verde-escuras, com a página inferior verde-azeitona e sabor amargo. A sua acção
é mais eficaz quando as folhas estão secas do que frescas.
Manjericão
(Ocimum basilicum) É uma das ervas mais versáteis que
se pode cultivar em casa, gosta de sol é anual e é utilizada como aromática,
medicinal e condimentar. As folhas verdes têm um aroma tentador e estonteante e
um sabor pungente. Se cozinhar com ela adicione-a no final, para que conserve o
sabor.
O manjericão é muito usado nas cozinhas
italiana e francesa, para dar sabor ao tomate, com o qual tem uma
extraordinária afinidade, e é também misturado em saladas e em diversos molhos,
sendo mais popular o Pesto italiano. Só para fazer o pesto é que as folhas de
manjericão devem ser cortadas, porque perdem a cor; nos outros casos, rasgue-as
com os dedos, em pequenos pedaços.
As suas folhas frescas mantêm o aroma,
se forem conservadas em azeite ou vinagre. O manjericão é uma planta anual de
aproximadamente 45 cm de altura, possui um caule finamente estriado, quadrado,
ramoso, verde-claro a avermelhado na base. Quanto mais jovens forem os rebentos,
mais condimentadas são as suas folhas que possuem óleos essenciais, vitaminas C
e A. As suas folhas são grandes, ovadas e verde-claras, com cheiro fresco,
forte e ardente. Deve ser adicionado aos pratos já previamente preparados.
Pêra
– melão (Solanum muricatum) Planta vivaz que não
tolera as geadas e gosta de sol, dá frutos comestíveis e é utilizada como
medicinal. No Peru o sumo dos frutos é usado para matar piolhos e limpar e
fortalecer os cabelos. A fervura das folhas é usada para curar mordidas de
aranhas. Os frutos também são diuréticos e depurativos do sangue.
Orégãos
(Origanum vulgare) e manjerona (Origanum majorana)
Os
orégãos são plantas de sol, vivazes e
utilizadas como aromáticas, medicinais e condimentares. As partes utilizadas
são: flores e folhas. A manjerona
é uma planta também de sol, mas perene. Também é utilizada como aromática,
medicinal e condimentar.
A
manjerona tem um aroma característico de
especiarias, e o dos orégãos é ligeiramente mais intenso. Ambas as “ervas”
secam bem. A manjerona é adequada para sopas grossas de legumes, esparguete,
peixe, caça, carne de vaca, frango e empada de carne. O seu aroma activa o sabor
dos tomates, courgettes, batatas e pimentas.
A
manjerona também se usa em omeletas e pratos com
queijo, e com as suas folhas faz-se um chá aromático. Os orégãos são excelentes
nas pizzas; podem usar-se como a manjerona, mas mais moderadamente.
A altura do orégão pode variar de 25 a
40 cm. A planta é herbácea, com caules subterrâneos (rizomas), muito
ramificada, produz folhas pequenas, ovais e pecioladas, medindo de 1 a 5 cm. As
flores são pequenas, tendo cores como a púrpura, rosa, branco ou uma mistura
delas, surgindo do início do verão até meados do outono.
Os
orégãos apresentam um sabor forte e aromático e
fornecem óleos essenciais e vitamina C. Saladas de tomate fresco, molhos à base
de tomate, pratos com queijo, carnes, peixe, massas, guisados/estufados.
Salsa
(Petrosalinum crispum) A salsa é das plantas mais
utilizadas na culinária, toda a planta é rica em vitamina C. Adapta-se a zonas
húmidas e sombrias, perto de muros e paredes. É uma planta perene e é utilizada
como aromática, medicinal e condimentar.
O aroma moderado e as folhas verde-vivas
da salsa fazem dela a mais útil e popular das “ervas” culinárias. Misturá-la
num raminho de cheiros, com louro e tomilho. Quando cozinhada, realça o gosto
da comida e das outras “ervas”. Para lhe aumentar a intensidade, usar em
quantidades generosas, incluindo os caules, que têm um aroma mais forte. Pôr a
salsa nos pratos mais brandos, e adicionar quase no fim da cozedura. Usar nas
saladas, sanduíches, sopas, molhos, maionese e pratos com ovos. Fritar
ligeiramente raminhos inteiros, para servir com peixe.
Existem muitas variedades de salsa, com
altura de 50 a 80 cm. Tem folhas tipicamente divididas e aromáticas. Contém
vitaminas (A, e C), minerais (cálcio, ferro, magnésio, enxofre e potássio) e
bioflavonóides. Deve ser consumida crua.
Salva
(Sálvia officinalis) A sálvia apresenta as folhas
aveludadas e um aroma de cânfora. A salva é ideal para constituir maciços em
solos pobres. É uma planta que gosta de sol, perene e utilizada como aromática,
medicinal e condimentar. Colocar folhas de salva nos armários para proteger a
roupa.
A salva é uma “erva” intensamente
aromática e penetrante, que complementa a comida muito condimentada e ajuda a
fazer a digestão das gorduras. Usar as folhas na sopa de cebola e com tomates
estufados, omeletas, bolinhos de “ervas” e pão. Utiliza-se para aromatizar o
vinagre. Para secar, usar salva da melhor qualidade, pois, de contrário,
adquire um desagradável gosto a mofo.
Segurelha
(Satureja montana) É uma planta muito rústica e
resistente ao frio. Prefere locais com bastante sol, perene e é utilizada como
aromática, medicinal e condimentar. Esta “ erva” tem um aroma semelhante ao do
tomilho, mas a segurelha é mais branda. Cozinhar com feijões secos ou frescos e
lentilhas, ou misturar num molho branco para pratos de feijão.
Misturar com salsa e cebolinho e pôr no
pato assado, antes de terminada a cozedura. Salpicar folhas picadas por cima
das sopas e dos molhos. Usar para aromatizar o vinagre.
Tomilho
Vulgar (Thymus vulgaris) Os tomilhos são
excelentes plantas ornamentais, com aroma intenso e floração abundante. Devemos
ter tomilho sempre por perto. Deve ser podado todos os anos para produzir novos
caules e assim se manterem vigorosos durante mais tempo. Plantas de sol,
perenes e utilizadas como aromáticas, medicinais e condimentar.
O tomilho vulgar cresce para cima e é um
dos mais usados na cozinha. Outros têm folhas matizadas, flores que podem ser
cor-de-rosa, púrpuras ou brancas ou mesmo hábitos de rastejar e de se espalhar.
O tomilho vulgar usa-se nos raminhos de
cheiros, juntamente com a salsa e o louro. Estimula o apetite e ajuda a fazer a
digestão das gorduras; é muito bom com carne, mariscos, aves e caça.
Fresco deve-se usar com moderação, pois
tem um aroma muito intenso e penetrante. Os tomilhos com aroma a limão são de
experimentar com pratos de peixe e de aves.
O tomilho pode ser cultivado de semente
mas é igualmente fácil de propagar por estacas. O ideal é cortar bastante o
tomilho depois de florir para evitar que se torne muito rebelde.
As folhas do tomilho são melhores
frescas e aguentam alguns dias no frigorífico se forem guardadas em sacos de
plásticos fechados. Os ramos inteiros de folhas também são conservados em
garrafas ou frascos com azeite e vinagre aromatizados.
Tomilho
bela-luz (Thymus mastichina) Planta de sol, perene
e utilizada como aromática, medicinal e condimentar. Com um forte e agradável
aroma, tradicionalmente utilizado como digestivo e expectorante, também em
casos de bronquites, gripes, febres e constipações, pelas suas propriedades
anti-sépticas e anti-inflamatórias. Na cozinha é utilizado como substituto do
sal em todo o tipo de pratos.
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