Designação da UFCD: Cuidados básicos de saúde
Código: 3308
Carga Horária: 25
Objetivos:
Prestar primeiros socorros e os cuidados básicos de saúde.
Método de avaliação:
2 Testes de avaliação e dois trabalhos individuais.
Cuidados básicos de saúde
Introdução
Este trabalho não só se destina aos
meus saberes, como também, se destina a todos os meus colegas de turma de
Técnicas de Cozinha/Pastelaria do Restaurante e, em especial, ao meu Formador
Jordão Abreu que, de uma forma ou de outra, têm interesse em Primeiros Socorros
e se preocupa com o bem-estar de todos os que o rodeiam.
E, acredito que os assuntos aqui
abordados são do maior interesse para toda a comunidade, uma vez que podemos
utilizar os conhecimentos adquiridos neste tipo de formação (UFCD) para o nosso
trabalho ou em situações de emergência, na medida em que no Mundo em que vivemos
a complexidade e a diversidade da sociedade começam a ser esmagadoras, tanto
pelo que oferece como pelo que exige, abrem-se assim novos horizontes para
riscos de sofrer acidentes e de presenciá-los.
Neste sentido, estar preparado e
saber como agir perante as determinadas situações de acidente, podem
representar não só um benefício para as pessoas, como para nós próprios.
A meu ver, torna-se, portanto,
necessário ter conhecimentos dos Primeiros Socorros a aplicar em caso de
surgirem os mais imprevisíveis acidentes, pois, por um lado, uma intervenção
prematura e ignorante pode agravar as consequências da ferida, mas, uma ação
racional e esclarecida pode atenuar os efeitos de trauma e, por vezes, salvar a
vida.
Assim, compete a cada pessoa
assumir as responsabilidades em função dos seus conhecimentos e das suas
consequências. Claro que compete aos médicos intervirem em situações de lesões
ou acidentes com consequências graves. Mas, nos minutos que se seguem aos
acidentes menos graves, tento evitar o agravamento das lesões que aprendi com o
meu formador Jordão Abreu em aulas práticas, para aliviar o sofrimento da
pessoa e permitir que o seu transporte para o hospital se faça nas melhores
condições.
Apesar de existirem muitos autores
a definirem este conceito de Primeiros Socorros, na generalidade quase todas as
definições convergem numa ideia global, independentemente de umas serem mais
incompletas e outras mais completas ou de umas serem mais antigas e outras mais
recentes.
Desta forma, Novaes e Novaes (1967)
denomina “Primeiros Socorros ao tratamento aplicado de imediato ao acidentado
ou portador de mal súbito, antes da chegada do médico”.
Já Pinto (1988) diz-nos que é
“prevenir o agravamento da situação, do acidente e da vítima; salvar a vida da
vítima”. Além das definições apresentadas anteriormente, podemos ainda
encontrar outras mais recentes, como a de Bevan (1991) que é da opinião que:
“Primeiros Socorros é a assistência prestada em caso de urgência a pessoas que
sofreram acidentes ou outras lesões graves”.
Reis (1995) dá uma definição que de
certa forma engloba as anteriores, dizendo: “Primeiro Socorro é o tratamento
inicial e temporário ministrado a acidentados ou vítimas de doença súbita, num
esforço de preservar a vida, diminuir incapacidade e minorar o sofrimento”.
Contudo, além destas definições,
existem outras que referem as mesmas ideias, cujos autores são: Moffat (1999); Lamcombe
(2000); Moreira (1998); Selys (não encontrei a data); e, Rosales (2000).
Palavras-Chave:
Cuidados Básico de Saúde, Primeiros Socorros.
Suporte Básico de Vida
O suporte básico de vida foi um dos
primeiros temas abordados em aula.
Devo dizer que, o enfermeiro Jordão
Abreu, concedeu-nos um boneco para nós praticarmos a vítima em situação de
paragem cardio-respiratória.
Primeiramente, inspecionei a vítima
segundo o método VOSP.
VOSP - Ver, ouvir, sentir, pulso,
este é sempre o exame primário que fazemos na vítima e, pelo qual, só disponho
de 10 segundos para perceber se esta respira e tem pulsação.
Para traduzir isto de uma forma
mais simplificada; verifico se a vítima está inconsciente a respirar e se tem
pulsação, então coloco-a em PLS.
Devo salientar que, quando
pratiquei a Posição Lateral de Segurança (PLS) num colega meu no Acordeon,
conclui que esta deve ser utilizada como o já referi acima, a pessoas inconscientes,
pelo que permite uma melhor ventilação, libertando as vias aéreas superiores e
impede a queda da língua.
Se no caso a vítima não respirar e
tenha o pulso fraco e frequência baixa, ou sem pulso, inicio manobras de RCR.
O SBV tem uma sequência de
procedimentos designado por ABC, ou seja:
A- Abertura
das vias aéreas
B- Ventilação
artificial
C- Circulação
artificial
Porém, não posso esquecer-me do
algoritmo recomendado para o Suporte Básico de Vida (SBV) quando inicio as
compressões e as insuflações, que são:
30:2 para dois socorristas; 15:2
para um Socorrista.
A maneira ideal para eu fazer as
compressões é a seguinte:
E um, e dois, e três, e quatro,
assim por adiante, nunca esquecendo-me de pôr o ambú na vítima para não me
contaminar, caso esta tenha alguma doença que desconheça.
Contudo, para uma maior
organização, obedeço sempre às normas do SIEM (Sistema Integrado de Emergência
Médica) que é um conjunto de órgãos interligados e é internacionalmente
representado por a Estrela da vida.
Por assim ser, a detenção, o alerta
e o pré-socorro podem ser feitas por mim ou por qualquer outra pessoa.
Já na fase do Socorro, Transporte e
na Unidade de Saúde Hospitalar é feita pelos especialistas ou profissionais de
saúde.
Com este sistema (SIEM), os
acidentados ou as vítimas recuperam mais rapidamente e com as melhores
condições prestadas por estes especialistas.
Após algumas lições em aula e uma
breve leitura no manual que o formador Jordão Abreu enviou-me por e-mail, deliberei
que, uma ferida é uma solução de continuidade, quase sempre de origem
traumática, que além da pele (ferida superficial) pode atingir o tecido celular
subcutâneo e muscular (ferida profunda).
Por assim dizer, no desempenho da
minha futura profissão de Cozinha/Pastelaria há sempre objectos cortantes, como
as facas entre outros.
No entanto, antes de socorrer a
vítima, devo lavar as mãos com sabonete.
Em seguida, pego no Soro
Fisiológico esterilizado e lavo o ferimento, aplico o desinfetante liquido na
ferida (Iodopovidona ou Água Oxigenada).
Depois, aplico compressas
esterilizadas e fixo com adesivos.
Numa ferida penetrante do tórax,
ponho um penso que impeça o ar de entrar no tórax.
Caso o meu colega de curso tiver um
corpo estranho no olho, lavo o olho do canto lacrimal para o canto temporal.
Nas Hemorragias é quando há uma
fuga de sangue devido a um corte de artérias, veias ou capilares. A Hemorragia
pode ser interna ou externa, implicando atitudes diferentes por parte da pessoa
que socorre.
Deve-se suspeitar sempre de
hemorragia interna quando não se vê escorrer sangue, mas, a vítima apresenta um
ou mais sinais e sintomas como:
A sede, sensação de frio, pulso
progressivamente mais rápido e fraco, palidez, arrefecimento, zumbidos, alteração
do estado de consciência.
Porém, acalmo o colega e mantenho-o
acordado, desaperto a roupa e mantenho-o confortavelmente aquecido. Coloco-o em
posição lateral de segurança e não dou nada a beber ou comer.
Já nas hemorragias externas, calço
as luvas descartáveis e deito horizontalmente a vítima no chão.
Aplico sobre a ferida uma compressa
esterilizada ou, na sua falta, um pano lavado, exercendo uma pressão firme com
uma ou as duas mãos, com um dedo ou ainda com uma ligadura limpa, conforme o
local e a extensão do ferimento.
Se o penso ficar saturado de
sangue, coloco outro por cima, mas sem retirar o primeiro. Se a hemorragia
parar, aplico um penso compressivo sobre a ferida.
Se se tratar de uma ferida dos
membros com hemorragia abundante pode ser necessário aplicar o Garrote.
O garrote pode ser de borracha ou
improvisado com uma tira de pano estreita ou uma gravata. Com o garrote
aplicado, devo aliviar de 15 em 15 minutos, mantendo-o aliviado de 30 segundos
a 2 minutos, conforme a intensidade da hemorragia.
Desde sempre, quer seja no trabalho
ou em casa, estou sujeito a queimaduras.
Na cozinha, normalmente nós nos queimamos
nas panelas, vapores quentes, fornos em altas temperaturas, também poderá ocorrer
um incêndio e ficarmos carbonizados.
Portanto, a gravidade da queimadura
depende de vários factores:
Da zona atingida pela queimadura,
da extensão da pele queimada e da profundidade da queimadura.
De acordo com a profundidade
atingida, as queimaduras classificam-se em 3 graus.
As queimaduras do 1º grau são as
menos graves, apenas a camada externa da pele epiderme é afectada.
Arrefeço a região queimada com soro
fisiológico ou, na sua falta, com água fria corrente ou cubos de gelo, até a
dor acalmar e aplicar uma pomada hidratante.
Nas queimaduras do 2º grau
juntam-se a existência de bolhas com líquido ou flictenas. Esta queimadura já
atinge a derme e é bastante dolorosa.
Já nas queimaduras do 3º grau em
relação às características das queimaduras dos graus 1 e 2, juntam-se a
destruição dos tecidos.
A queimadura atinge tecidos mais profundos provocando uma lesão
grave e a pele fica carbonizada (queimadura muito grave). A vítima pode entrar
em estado de choque.
Contudo, repito os passos de
tratamento dos graus 1 e 2, mas, se a queimadura for muito extensa, envolvo a
vítima num lençol lavado e que não largue pelos, e
previamente humedecido com soro
fisiológico. Esta situação é grave, pelo que, necessita de transporte urgente
para o Hospital.
Numa queimadura dos olhos, coloco
um penso oclusivo humedecido.
Doenças súbitas
No que respeita a este tema
abordado e, no qual, foi falado em aula, conclui que existem vários tipos de
doenças súbitas.
Destas destaca-se:
EAM – Enfarte Agudo do Miocárdio
AVC – Acidente Vascular Cerebral
Diabetes – Hipoglicémia e
Hiperglicémia
Epilepsia
Estado de Choque
Lipotímia
Se bem me lembro, o formador Jordão
Abreu explicou-me que o estado de choque caracterizava-se por insuficiência
circulatória aguda, com deficiente oxigenação dos órgãos vitais.
Em que o estado de choque pode
ocorrer quando a vítima está consciente ou inconsciente. Todo o acidentado pode
entrar em estado de choque, progressiva e insidiosamente, nos minutos ou horas
que se seguem ao acidente.
Não tratado, o estado de choque
pode conduzir à morte.
No caso da vítima consciente, sei
que devo deita-la em um local fresco e arejado, desaperto algumas peças de
roupa, e tento manter a temperatura normal do corpo.
Levanto as pernas a 45º e vou
conversando com a vítima para a acalmar.
No caso de a vítima inconsciente,
coloco-a em posição lateral de segurança e, depois, levo a vítima para o
Hospital.
Na Asfixia ou sufocação, esta está
relacionada com a dificuldade respiratória que leva à falta de oxigénio no
organismo. As causas podem ser variadas, sendo a mais vulgar a obstrução das
vias respiratórias por corpos estranhos (objetos de pequenas dimensões,
alimentos mal mastigados e afins).
Umas das primeiras etapas que devo
fazer é a manobra de Heimlich, ou seja, coloco-me atrás da vítima, passando-lhe
o meu braço à volta da cintura e, depois, fecho os meus punhos e coloco-os mais
ou menos acima do umbigo. Repito este processo Cinco vezes alterando com as
palmadas nas costas e, em seguida, examino a boca.
Envenenamento
Conforme foi explicado pelo
enfermeiro Jordão Abreu, e do qual me lembro, é que o envenenamento é o efeito
produzido no organismo por um veneno, quer seja introduzido por via digestiva
(sólidos, líquidos), por via respiratória (gases tóxicos), ocular (líquidos,
aquosos), sanguínea (seringas, picadas de animais) ou pela pele (pesticidas).
Existem vários tipos de veneno que
se podem encontrar facilmente em produtos industriais, agrícolas, domésticos,
produtos naturais e em produtos animais.
Contudo, existem alguns
neutralizantes para cada tipo de veneno, como por exemplo, o Leite (neutraliza
os ácidos), Sumo de limão (neutraliza a lixivia) e o Carvão activado (que é um
antídoto universal com acção sobre muitos venenos).
Segundo o que li no manual, um
traumatismo é uma lesão ou ferida mais ou menos extensa, produzida por acções
violentas, de natureza física ou química, externa ao organismo.
Esta também pode ser considerada um
conjunto de perturbações do organismo resultante de uma causa externa de forte
abalo físico.
No entanto, todas as fracturas
devem ser socorridas com muito cuidado, pois movimento incorrectos, executados
sem conhecimentos podem agravar as lesões dos tecidos adjacentes. As fracturas
podem ser causadas por força directa ou indirecta. Sempre que há suspeita de
fractura, o osso deve ser imobilizado.
No caso de um 1º socorro de uma
fractura exposta devo imobilizar acima e abaixo do foco de fractura.
Numa fractura dos ossos do
antebraço imobilizo as articulações do cotovelo e punho.
Conclusão
Com a abordagem deste tema, espero
sensibilizar todos os meus colegas de Técnicas de Cozinha/Pastelaria do
Restaurante para a importância destes acontecimentos que acontecem no nosso
dia-a-dia.
Espero que as informações aqui
deixadas possam ser úteis em algum momento da nossa profissão, pois, a vida, é
preciosa e se neste nosso percurso podermos torna-las menos penosas e auxiliar
os que nos rodeiam melhor.
O meu obrigado a todos
Jorge Palma